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Joesley cita propina de R$ 6 milhões a Marcos Pereira

Para ministro, baixa aprovação de Temer é reflexo de 'crise profunda'

O titular do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e presidente licenciado do PRB nacional, Marcos Pereira, foi citado na delação de Joesley Batista. Segundo o Anexo 12 do pré-acordo de delação entre Ministério Público e Joesley Batista, foi combinado o repasse de R$ 6 milhões em parcelas de 500 mil reais ao político.

O dono do maior grupo de carnes do Brasil afirma ter sido procurado pelo vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Antônio Carlos. Indicação do PRB, Antônio Carlos afirmou que sua permanência no cargo de vice-presidente estava correndo risco e “dependia do atendimento a pedidos feitos por quem lhe indicou”. O pedido ocorreu no processo final de aprovação de um empréstimo de 2,67 bilhões de reais junto à Caixa Econômica.

Antônio Carlos teria comunicado a Joesley Batista que seria necessário o pagamento de R$ 6 milhões de reais em propina ao Presidente licenciado do PRB, Marcos Pereira. O dinheiro, teria frisado o vice-presidente da Caixa Econômica, era 100% para o presidente do partido e ministro do MDIC. Joesley concordou com o pagamento e mandou Marcos Pereira lhe procurar para acertarem o pagamento, já que ambos se conheciam pessoalmente.

No início de 2016, segundo a delação, Marcos Pereira procurou JB, confirmou o que fora dito por Antônio Carlos e combinou o pagamento em parcelas de R$ 500 mil. Ao todo, R$ 4,2 milhões foram repassado. Em 24/03/2017, JB pagou em sua residência R$ 700 mil diretamente a Marcos Pereira.

Quando da liberação do empréstimo citado na delação, com duração de sete anos e dois anos de carência, houve surpresa do mercado pelo alto valor da operação. A quantia proporcionou à J&F, holding que controla as empresas do grupo JBS, adquirir à vista a Alpargatas, fabricante das marcas Havaianas, Osklen, Mizuno entre outras, pertencente ao grupo Camargo Corrêa, envolvido nas investigações da operação Lava Jato.

Marcos Pereira já é investigado por receber dinheiro da construtora Odebrecht. Segundo delação da construtora, o ministro, que também é pastor licenciado da Universal do Reino de Deus, principal berço político e eleitoral do PRB, e foi vice-presidente da Rede Record de televisão, teria negociado e recebido R$ 7 milhões em troca de apoio à candidatura de Dilma Roussef e Michel Temer ao Planalto.

Procurado, o líder do PRB na Câmara dos Deputados, Cleber Verde (MA), preferiu não comentar as acusações imputadas ao correligionário. Há reunião da bancada na Câmara na próxima terça-feira (23/5), para avaliar o cenário político nacional e as delações da JBS.

A assessoria de Imprensa do MDIC preferiu não comentar e não informou se alguma nota será emitida. A sede do PRB, que fica em Brasília, redirecionou a reportagem do JOTA a entrar em contato com a assessoria da bancada na Câmara. Não conseguimos contato. O ministro Marcos Pereira e seu assessor de imprensa foram procurados pela reportagem, que não conseguiu contato com ambos.

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Muryllo F. Bastos é advogado, editor do site e Painel Político. Natural de Vilhena.

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