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Jogador Jobson fica calado durante depoimento sobre estupro no Pará

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O atleta Jobson, ex-jogador do Botafogo, foi conduzido para depor na tarde desta quinta-feira (23) na Polícia Civil de Conceição do Araguaia, no sudeste do Pará, e permaneceu calado durante o interrogatório, afirmando que só vai se manifestar em juízo.

Jobson foi preso suspeito de estuprar quatro adolescentes com idades entre 12 e 14 anos. Um quinto caso de estupro envolvendo o nome do jogador é investigado. Jobson está afastado dos campos por dopping até o ano de 2018.

Procurado pela reportagem, o advogado Bruno Willian da Silva, que representa o jogador, disse que ainda não teve acesso ao inquérito. “Até agora a Polícia Civil não me entregou nenhum inquérito. Nós estamos aguardando para ter acesso à cópia dos autos. A única coisa que tive acesso foi o mandado de prisão preventiva”, afirmou o advogado.

Acusação

Segundo nota divulgada pela assessoria da Polícia Civil do Pará, o inquérito policial foi instaurado há uma semana, depois que uma das vítimas, uma garota de 13 anos, denunciou que fotos suas em situações pornográficas estavam circulando em grupos de rede social. Ainda segundo a vítima, o jogador teria aliciado a menor em Conceição do Araguaia para levá-la até sua chácara, no Tocantins, junto com outras três adolescentes. Lá, as vítimas teriam sido embriagadas e entorpecidas para, em seguida, serem abusadas sexualmente.

Ainda de acordo com as denúncias, uma das menores chegou a telefonar para o jogador, dizendo que iria denunciá-lo, e ele, em seguida, teria feito ameaças à garota. Jobson também é suspeito de um quinto caso de estupro, que ainda está sendo investigado pela polícia. “Ele aliciava as garotas para fazer festas com bebidas e drogas e as levava para sua chácara ou para outros lugares. São quatro adolescentes, uma vai completar 13 anos, a outra já tem 13 anos completos e as outras duas têm 14 anos completos”, afirmou o delegado Rodrigo da Motta, em nota da Polícia Civil.

As vítimas passaram por exames periciais e atendimentos médicos. Nas duas menores de 12 e 13 anos foi constatado que houve conjunção carnal. As outras duas adolescentes alegaram, em depoimento, que consentiram as relações sexuais, no entanto, afirmaram que estavam sob efeito de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes colocadas na bebida.

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