Jogadores reclamam da arbitragem, mas garantem: Palmeiras não está morto

Com o empate em 3 a 3 na Argentina, Palmeiras precisará vencer o último jogo diante do River do Uruguai e torcer por outros resultados para avançar na Libertadores

O Palmeiras deixou o estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, com um sentimento dividido: satisfeito pelo desempenho do time no empate em 3 a 3 com o Rosario Central, jogando com um a menos, mas ainda angustiado, pois a equipe dependerá de uma vitória na última rodada, diante do River Plate do Uruguai em São Paulo, e de outros resultados para se classificar às oitavas de final da Libertadores. Após a partida na Argentina, o Palmeiras reclamou da arbitragem do juiz equatoriano Roddy Zambrano.

Segundo o goleiro Fernando Prass, o árbitro inverteu muitas faltas e não teve o mesmo critério em jogadas semelhantes das duas equipes. “Infelizmente, é isso que a gente ainda encontra na Libertadores. Na verdade, faltou peito, faltou coragem. Um juiz que tem medo de apitar não pode apitar um jogo importante como esse. Ignorou a gente o tempo todo, começou a inverter faltas. Tinha uma atitude totalmente destemperada com nossos jogadores e uma atitude muito mais contemplativa com os jogadores do Rosario”, reclamou o goleiro. Em uma das jogadas contestadas, Gabriel Jesus foi expulso dar um chute no argentino Damián Musto. O atacante disse ter sido agredido na cabeça e disse que ambos deveriam ter recebido o vermelho.

O zagueiro Vitor Hugo, que cometeu um pênalti no início da segunda etapa, quando o jogo estava 2 a 2, admitiu ter puxado Musto no lance, mas não aceitou a marcação. “Se ele fosse atacar a bola, tudo bem, eu falaria que puxei e foi pênalti. Mas ele nem estava na bola. O juiz viu um pênalti que a maioria não vê, e é isso que me deixou bravo. Em toda bola parada, tem agarra-agarra. É complicado o juiz ter achado esse pênalti. Ele atrapalhou o nosso trabalho”, afirmou.

“O estádio tem uma torcida de 40.000 empurrando a todo o momento e, naturalmente, às vezes até a própria arbitragem vai junto. Esse tipo de pênalti acontece em todos os jogos umas dez vezes. Se a TV filmar, são cinco para um lado e cinco para o outro. Este, o árbitro entendeu de dar”, afirmou o técnico Cuca.

Esperança – Apesar das reclamações dos palmeirenses, o time conseguiu se manter vivo na competição graças a um gol do argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios – que estava em posição de impedimento no momento do terceiro gol. O centroavante mantém fé na classificação. “Ainda não estamos mortos. Temos mais um jogo em casa diante de nossa torcida, depois vamos ver o que acontece no outro jogo”, comentou

Com os mesmos oito pontos ganhos, Rosario Central e Nacional dividem a liderança do Grupo 2, mas a equipe uruguaia enfrenta o compatriota River Plate nesta quinta-feira, podendo se classificar antecipadamente. Neste caso, para avançar o Palmeiras teria que vencer o River do Uruguai no Allianz Parque e torcer para o Nacional vencer o Rosario Central, em Montevidéu.

De qualquer forma, um empate entre Nacional e Rosario classificaria ambos e eliminaria o Palmeiras. Barrios, no entanto, não acredita em um possível “jogo de compadres” entre argentinos e uruguaios. “O Nacional vai querer ganhar o jogo. Não podemos especular, até porque os dois vão tentar vencer”, disse Barrios. “Agora, vamos esperar o resultado do jogo entre River e Nacional e ver o que precisamos. Não é nada anormal que o Nacional vença o Rosario em Montevidéu e que a gente vença o River em São Paulo na última rodada”, completou Fernando Prass.

(com Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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