Jovem de Porto Velho comete suicídio 17 dias após a morte da noiva

Um caso trágico que trás à tona o debate sobre depressão e suicídio abalou a capital de Rondônia esta semana. Na última quarta-feira, em um escritório localizado na região central de Porto Velho, o jovem Caio G., de apenas 23 anos tirou a própria vida. Ele era noivo de Bruna P., e casariam em janeiro de 2018, mas no dia 27 de novembro último, ela também havia cometido suicídio.

O caso chocou amigos e parentes, e causou tristeza em todos. Acadêmico de Engenharia, Caio vinha recebendo apoio de pessoas próximas, muitas delas ainda incrédulas com a situação.

Uma postagem feita por Caio no início desse mês, demonstrava sua tristeza pela passagem da noiva, “Você foi um anjo na minha vida. Não tem sequer um santo dia que eu não peça a papai do ceu pra cuidar de você! Prometo amar e fazer de coração o possível e o impossivel para cuidar das pessoas que você amava! Essa é a forma de retribuir todo o amor que você me deu! Obrigado pela à honra de dividir a sua vida comigo! Eu te amo meu amor“.

Bruna e Caio se casariam em janeiro de 2018

A morte dos jovens suscitou o debate sobre depressão, alguns acalorados, como pessoas sem acesso a informação sentenciam, “depressão é frescura”, argumento ignorante sobre um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com a organização Psicologistas do Brasil, “a depressão é um transtorno psiquiátrico que afeta milhões de pessoas no mundo todo e chega a ser considerada o mal do século pelos especialistas. Ela é do tipo de doença que pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sua classe social, cor, orientação sexual, religião, enfim. Qualquer pessoa em qualquer contexto, apesar de haver casos onde pessoas tem mais predisposição do que outras. Essa doença pode se tornar cada vez mais grave se não for devidamente tratada e reconhecida, culminando na pior coisa: suicídio”.

No portal da organização, a doença é explicada como “neurobiológica”, ou seja, pelo o que foi descoberto até agora ela é causada pela falta de produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem estar, pelo sono, pela dor, apetite e por aí vai. Ela é uma alteração na química do cérebro, mas é totalmente influenciada pelo estado mental e fisiológico da pessoa. Isso significa que a depressão pode surgir de situações como a perda de alguém ou do emprego, desastres naturais, preconceito, doenças como câncer e diabetes (por serem graves/crônicas tem um peso maior no psicológico da pessoa) e até mesmo crises existenciais. Pode surgir a qualquer momento, em qualquer situação que esteja sendo difícil pra pessoa lidar.

Daí vem os sintomas: humor deprimido (sentimento de vazio, tristeza, desesperança), falta de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades que costumava fazer, muito ou pouco sono (aí entram as insônias), falta ou excesso de apetite que acarretam em ganho ou perda de peso daquelas de todo mundo notar, cansaço ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de se concentrar, de se lembrar das coisas em geral e de tomar decisões, além de pensamentos sobre morte e/ou suicídio, com um plano específico ou não.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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