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Jovem que denunciou Feliciano diz que PSC acobertou suposta tentativa de estupro

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Jornalista Patrícia Lélis, ex-militante do partido, diz que a agremiação “sempre soube” da denúncia dos supostos crimes cometidos pelo deputado

A jornalista Patrícia Lélis, de 22 anos, ex-militante do PSC Jovem, que acusa o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de tentativa de estupro e agressões com chutes e socos, afirmou neste sábado (6)  que o partido “sempre soube” da denúncia dos crimes, mas que pediu para que ela “ficasse calada”.

Ela publicou texto no Facebook em que afirma ter procurado o partido assim que os fatos ocorreram. “O resultado? Me disseram: ‘Patrícia, é melhor você ficar calada, não vamos tomar nenhuma providência’”, escreveu. A jornalista acusa o partido de omissão e de “passar a mão na cabeça” de Feliciano. “Entreguei um pendrive com todas as provas, incluindo áudios, conversas e vídeos. Sempre souberam do caso (…), mas apenas depois de a polícia entrar no meio o partido resolveu tomar alguma providência? Passaram a mão na cabeça do Feliciano.”

“A ‘direita’ e principalmente pessoas do PSC sempre disseram que odeiam o crime, mas quando o criminoso é do próprio partido, o caso é diferente! Ou seja: seja a direita ou esquerda, ambos têm seus bandidos de estimação”, prosseguiu a jornalista.

A estudante de jornalismo Patricia Lelis, acusa Marco Feliciano de assédio sexual
A estudante de jornalismo Patricia Lelis, acusa Marco Feliciano de assédio sexual

O PSC anunciou neste sábado que vai criar uma comissão interna para analisar o caso. Feliciano nega a acusação e, em vídeo publicado na internet, pediu que “não o julguem antes do tempo”.

Feliciano nega

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) usou as redes sociais neste sábado, 6, para se defender das acusações de tentativa de estupro, assédio sexual e agressão feitas pela jornalista Patrícia Lélis.

Deputado Marco Feliciano (PSC/SP) discursa no plenário da Câmara, em Brasília (Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)
Deputado Marco Feliciano (PSC/SP) discursa no plenário da Câmara, em Brasília (Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)

Em vídeo publicado no início da tarde em sua página no Facebook, o ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara diz ser alvo de ataques à sua moral, promete apresentar provas de sua inocência e defende que Patrícia seja responsabilizada por falsa comunicação de crime.

“Quero dizer que embora esteja com o coração machucado, com minha família toda sofrendo, não vou julgar essa moça. Espero que Deus perdoe ela (sic) embora espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime”, disse Feliciano.

Na sexta-feira Patrícia registrou queixa contra o deputado no 3o Distrito Policial de São Paulo (Campos Elíseos). Ela diz que foi atraída até o apartamento funcional de Feliciano, em Brasília, no dia 15 de junho. “Ele falou que tinha uma reunião do PSC Jovem mas quando cheguei lá tinha só ele”, disse a jornalista.

Segundo ela, o deputado teria oferecido um cargo no partido e salário de R$ 15 mil para que Patrícia fosse sua amante.

“Ele tentou me arrastar para o quarto e tirar meu vestido. Como eu resisti, ele me deu um soco na boca e um chute na perna”, afirmou a jornalista.

Feliciano não entrou em detalhes sobre o ocorrido no vídeo repleto de referências religiosas divulgado neste sábado. Ao lado de sua esposa, Edileuza, o deputado lembra que é casado há 24 anos, tem três filhas, e sofre perseguições “há muitos e muitos anos”.

Em pouco mais de uma hora o vídeo teve 243 mil vizualizações, 7 mil compartilhamentos e 4 mil comentários. No final, Feliciano pede para não ser julgado antes do término da investigação. “Peço a você que não acredita em mim que não me condene antes do tempo. O tempo é senhor de tudo e Deus é o senhor do tempo”, disse Feliciano.

Com Estadão Conteúdo

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