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Justiça autorizou “grampos” na sala de custódia no dia da Operação Ludus

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No decorrer das investigações da Operação Ludus, que prendeu 14 pessoas em dezembro de 2014, entre elas o prefeito afastado de Ouro Preto do Oeste Alex Testoni e o agora deputado federal Lúci Mosquini, o Ministério Público requereu autorização da justiça para realizar “captação ambiental de sinais óticos e acústicos” da sala de custódia, onde os presos ficam aguardando a triagem e depoimentos. De acordo com o pedido, “enquanto aguardam sua vez de serem interrogados, permanecerão em sala reservada, oportunidade em que eventualmente poderão efetuar comunicação verbal entre si, podendo vir a tratar sobre os fatos em apuração, notadamente em virtude da hierarquia e dos vínculos existentes entre eles, sendo que alguns estarão retornando de viagem e outros estarão na capital longe dos comandos dos chefes. Enquanto aguardam sua vez de serem interrogados, permanecerão em sala e muito provavelmente deverão se comunicar, a fim de tentar, de todas as fonrms, atrapalhar o sucesso da investigação”.

O Tribunal de Justiça autorizou a captação das conversas na sala de custódia.

 

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