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Justiça Federal manda soltar Celso Araripe, preso na Operação Lava Jato

Ex-funcionário da Petrobras é acusado de receber R$ 3 milhões em propina.
Engenheiro está preso na Região Metropolitana de Curitiba desde agosto. A Justiça Federal revogou nesta sexta-feira (11) a prisão preventiva de Celso Araripe, ex-funcionário da Petrobras, preso durante a 17ª fase da Operação Lava Jato.

Ele é suspeito de receber R$ 3 milhões em propinas para facilitar a aprovação de aditivos aos contratos para a construção do prédio sede da Petrobras em Vitória (ES).

Apesar de considerar que algumas movimentações financeiras de Celso Araripe têm pontos obscuros, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava Jato na primeira instância, decidiu substituir a prisão preventiva por medidas alternativas.

“Entendo que, apesar das inconsistências e pontos obscuros referidos, diante da apresentação de uma possível causa lícita […], a prudência recomenda nessa fase a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas”, diz trecho do despacho.

Celso Araripe foi detido na 17ª fase, em agosto deste ano, entretanto, é réu em ação penal referente à 14ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de fraude, corrupção, lavagem e desvio de dinheiro na Petrobras com participação das empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht.

Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais.

As suspeitas
O suposto envolvimento de Celso Araripe foi levantado pelos delatores do esquema Dalton Avancini e Eduardo Hermelino Leite, ligados à Camargo Corrêa.

Segundo despacho do juiz Sérgio Moro, eles apontaram a utilização de uma empresa para o repasse da propina.
De acordo com o despacho, a prisão foi decretada a partir da informação de que o consórcio OCCH (Odebrecht, Camargo Correa e Hochtief do Brasil), responsável pela obra em Vitória, subcontratou os serviços uma empresa, que repassou, entre março de 2011 e novembro de 2014, R$ 1.461.318,32 para contas de Celso Araripe e de familiares.

A defesa do ex-funcionário da Petrobras alegou, segundo o despacho, que as transferências foram lícitas. O dinheiro teria origem na venda de um imóvel de Celso Araripe para a empresa.
No despacho, entretnato, Moro afirma que o imóvel estava declarado pelo valor de R$ 407 mil. Além disso, o juiz afirma que o ex-funcionário da petrolífera não havia citado a venda do bem anteriormente. Outros pontos levantados pelo juiz são transferências intermediárias da mesma empresa para pessoas com negócios com Celso Araripe.
Medidas cautelares
Ao revogar a prisão, a Justiça impôs restrições a Celso Araripe. Ele deverá comparecer a todos os atos do processo – salvo quando for dispensado, deverá entregar o passaporte e está proíbido de deixar o país.
Além disso, não poderá mudar de residência, sem autorização prévia da Justiça e está proibido de mater contato com outros acusados ou investigados na ação penal envolvendo a empresa Andrade Gutierrez.
Veja onde estão os demais presos da Lava Jato
Adir Assad – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Alberto Youssef – Polícia Federal, Curitiba
Alexandre Romano – Polícia Federal, Curitiba
Alexandrino de Alencar Salles CMP – Complexo Médico-Penal, Pinhais
André Vargas – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Carlos Habib Chater – Casa de Custódia, São José dos Pinhais
César Ramos Rocha – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Elton Negrão – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Fernando Baiano – Polícia Federal, Curitiba
Fernando Hourneaux de Moura – Polícia Federal, Curitiba
Flávio Barra – Polícia Federal, Curitiba
Iara Galdino – Polícia Federal, Curitiba
João Antônio Bernardi – Complexo Médico-Penal, Pinhais
João Vaccari Neto – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Jorge Luiz Zelada – Complexo Médico-Penal, Pinhais
José Dirceu – Polícia Federal, Curitiba
Luiz Argôlo – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Marcelo Odebrecht – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Márcio Faria da Silva – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Nelma Mitsue Penasso Kodama – Polícia Federal, Curitiba
Nestor Cerveró – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Otávio Marques de Azevedo – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Othon Luiz Pinheiro – Quartel do comando da 5ª Região Militar, Curitiba
Pedro Corrêa – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Renato Duque – Complexo Médico-Penal, Pinhais
Rene Luiz Pereira – Casa de Custódia, São José dos Pinhais
Ricardo Hoffmann – Polícia Federal, Curitiba
Rogério Santos de Araújo – Complexo Médico-Penal

Com informações do site G1

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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