Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Justiça manda mãe pagar R$ 3 mil por agredir colega de escola da filha no DF

Mulher alega que filha sofreu bullying por 11 meses. Ela estava com marido no local, aguardando diretor, quando encontrou jovem. Agressões foram mútuas, segundo testemunhas.

0

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou uma mãe a pagar R$ 3 mil de danos morais por agredir uma colega de escola da filha. O caso aconteceu em uma instituição particular de Brazilândia em 2015. Na ocasião, a mulher e o marido procuravam o diretor do colégio para relatar que a filha sofria bullying quando encontraram a jovem. Cabe recurso em instâncias superiores.

As agressões foram presenciados por vários alunos e professores. Testemunhas relataram que o mulher puxou a adolescente pelos cabelos, que reagiu fazendo a mesma coisa. O marido da agressora teria feito ameaças. A vítima disse que, após o ocorrido, ficou com medo de frequentar a escola.

Em defesa, a mulher disse que a adolescente praticava bullying contra a filha dela havia 11 meses e afirma que foi ela quem foi vítima de agressão física e moral. Eles alegaram má-fé por parte da jovem e também decidiram acioná-la judicialmente.

Na 1ª Instância, após ouvir as testemunhas do processo, a juíza da 2ª Vara Cível, de Família e de Órfãos e Sucessões de Brazlândia julgou improcedentes os pedidos de ambas as partes, por considerar que as agressões foram recíprocas.

“Ficou comprovada nos autos a existência de agressões mútuas e, não havendo como precisar quem deu início ao conflito, a conclusão a que se chega é a de que ambas as partes sofreram violação aos direitos de personalidade em igual dimensão, tendo agido com culpa recíproca”, concluiu na sentença.

Após recurso, desembargadores entenderam de forma unânime que cabe à mãe indenizar a aluna. “Ainda que não se possa determinar quem iniciou a contenda, é absolutamente inadmissível a ocorrência de agressões a alunos dentro da escola, ainda mais proferidas por pais de outro aluno”, disse o relator.

Fonte: g1

Comentários
Carregando