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Justiça solta mulher que matou marido PM, “ela foi estuprada e agiu em legítima defesa”

Justiça do Paraná revogou a prisão preventiva da jovem

Justiça do Paraná anulou, nesta quarta-feira (9), a prisão preventiva de Francielle Moscaleski, de 26 anos. Ela é acusada de matar o marido, o tenente da Polícia Militar (PM) Cássio Ormond Araújo, na noite do dia 23 de julho. O crime aconteceu na casa do casal, no bairro Tarumã, em Curitiba.

A decisão foi tomada pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler. No pedido, a defesa informou que Francielle agiu em legítima defesa, já que teria sido estuprada pelo marido. Ainda de acordo com os autos, “era comum” a jovem sofrer esse tipo de violência por parte do tenente.

Marido foi morto dentro do quarto

Francielle também solicitou à Polícia e ao Ministério Público um novo interrogatório, para que ela pudesse expor essa versão do caso, já que, nos primeiros depoimentos, a jovem estaria “sob efeitos de medicamentos”. A solicitação, no entanto, não foi atendida.

Inicialmente, a ré negou o crime e disse que o marido havia cometido suicídio. Como exames do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba descartaram essa hipótese, a jovem afirmou que disparou a arma contra o marido por acidente. A Polícia Civil, no entanto, não acredita nessa versão. Segundo as investigações, Francielle sabia manusear a arma, já que chegou a ser oficial do Corpo de Bombeiros.

Na decisão tomada desta quarta, a juíza declara que, apesar de haver indícios que confirmam Francielle como autora do crime, “não há elementos suficientes para manutenção da prisão preventiva”. “Ora, o que a ré menciona é frágil, posto que muda sua versão constantemente mas, por outro lado, não há outro elemento robusto que corrobore qualquer das versões, situação que se solucionará, muito provavelmente, com a juntada aos autos dos laudos faltantes”, completa o documento. Além disso, a jovem não tem antecedentes criminais e possui residência fixa, fatores que colaboraram para a revogação da prisão.

Francielle inicialmente negou o crime e afirmou que o marido tinha cometido um suicídio, porém exames no Instituto Médico Legal de Curitiba (IML) descartaram que o tenente tenha se matado. Em trecho do depoimento abaixo, o delegado Fábio Amaro, da DHPP, ainda sem a confissão, conta à suspeita que não há hipótese de um suicídio.

Assista:

No segundo vídeo, Amaro pede que Francielle assuma o que aconteceu.

No terceiro vídeo, no caminho para a casal do casal, Francielle confessa o tiro e diz ter sido acidental.

No quarto vídeo, Francielle afirma que brincava de manusear a arma, estilo faroeste, quando o disparo aconteceu.

Questionada por que alterou o local do crime, a esposa do tenente disse que ficou desesperada

Já dentro do apartamento, Francielle explica como aconteceu o disparo, segundo ela, acidental

No último vídeo, ela explica o que aconteceu depois que percebeu a morte do marido.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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Associado da Liga de Defesa da Internet