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Justiça solta mulher que usava ‘beleza e simpatia’ para aplicar golpes no DF

Mulher estava presa desde julho e vai cumprir pena com prestação de serviços comunitários. Decisão é da 8ª Vara Criminal.

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A Justiça do Distrito Federal mandou soltar Larissa Borges da Silva, de 29 anos, suspeita de se aproveitar da beleza e da simpatia para aplicar golpes. Entre os quase 50 casos denunciados à polícia, ao menos 20 já se tornaram inquéritos por furto e estelionato. A decisão para que ela fosse liberada é da 8ª Vara Criminal de Brasília.

Larissa estava presa desde julho, quando foi apresentada à delegacia chorando. Na última segunda-feira (23), a mulher foi condenada a 1 ano e 8 meses de prisão, em regime aberto. Por ser de menor grau, a pena foi convertida em restrição de direito –como prestação de serviço comunitário– e a prisão preventiva foi revogada.

Na decisão, o juiz Osvaldo Tovani também mandou um aviso para que a direção da Penitenciária Feminina do DF (Colmeia) soubesse da ordem de liberação.

Câmera de segurança flagra a ação da suspeita em loja de alimentação no DF (Foto: Letícia Carvalho/G1)

G1 tenta localizar a defesa de Larissa para comentar o caso. O delegado-adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Nogueira, criticou a decisão: “Infelizmente essa condenação tão branda só aumenta o sentimento de impunidade da sociedade”.

Entenda

Segundo Ataliba Nogueira, a mulher tinha o costume de aplicar golpes em salões de beleza, oficinas mecânicas, postos de gasolina, lojas de animais de estimação e até em uma clínica de cirurgia plástica. Vendedores de produtos em sites de compras também foram alvos da suposta estelionatária.

De acordo com as investigações, Larissa se apresentava às vítimas como arquiteta e fazia uma transferência falsa ao pagar por serviços ou objetos. Para convencer os lojistas e empresários a aceitarem pagamentos alternativos, a suspeita usava os dotes físicos e o charme.

“Ela sabia que a transação não seria autorizada e, por meio do charme, inventava uma história, pegava o número da conta corrente da vítima, simulava uma transferência bancária e apresentava um comprovante digital falso”, explicou o delegado.

Após dois meses de investigação, a polícia a localizou em uma loja de produtos fitness, onde tentou fazer uma compra de R$ 300. O dono do local percebeu que o comprovante da transferência não havia caído na conta e negou a venda dos itens. Larissa, então, pegou os artigos e tentou fugir.

Policiais civis já monitoravam a “falsa arquiteta” dois meses antes da prisão. Ela foi detida pelos crimes de estelionato e presa em flagrante por furto.

Fonte: g1

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