Kiefer Sutherland fala de seu vilão em ‘Pompeia’

Kiefer Sutherland, conhecido pelo papel do agente secreto Jack Bauer no seriado 24 Horas, retorna ao terreno dos blockbusters com Pompeia, já em cartaz no Brasil. O filme-catástrofe revê a devastação de Pompeia, na Itália, pela erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. A destruição, repleta de efeitos especiais em 3D, é pano de fundo para uma história na qual Sutherland interpreta o cruel e corrupto Senador Corvus.

“Eu me diverti muito com o papel. Ele é um homem mal, mas não foi tão difícil fazê-lo. Lembro do filme Olho por Olho (1999), com a Sally Field e, aquele sim, foi um dos trabalhos mais difíceis que já fiz. Ele era horrível. Já esse é divertido e se trata de uma fantasia”, disse o ator de 47 anos, em entrevista ao Estado. “É meu primeiro filme em 3D. A tecnologia não é um mal para o ator.” O filme tem ainda Carrie-Anne Moss e Kit Harington, da série Game of Thrones.

Pessoalmente, Kiefer Sutherland em nada lembra os seus personagens durões, principalmente o seu agente Jack Bauer. O ator conversa com tranquilidade e ao ser questionado sobre a diferença entre fazer TV e cinema, explicou: “Eu me acostumei com o processo da televisão, por causa de 24. A TV é uma plataforma que oferece mais histórias que me empolgam”, admitiu ele que, recentemente, esteve na série Touch, com eventos sobrenaturais. “Os filmes que eu gostava na infância eram os do estilo O Poderoso Chefão. Esses, eu admirava e queria fazer, mas, hoje, se tornaram séries de TV. Família Soprano, E.R. – Plantão Médico, Breaking Bad e a melhor, na minha opinião, The Wire. Eu me interessei pela TV, assistindo à série Plantão Médico. A TV se tornou fantástica para quem quer contar histórias, mas não tem a melhor tecnologia. Os estúdios faziam muitos filmes, mas, agora, são poucos e de grande orçamento.”

Mesmo gostando de séries, em um programa de TV britânico, o ator admitiu nunca ter visto nenhum episódio de 24 Horas. “Nunca mais me vi nas telas, desde o filme Conta Comigo, de 1986. Lembro de assistir e perceber que não tinha feito nada do que queria. Minha namorada dizia que eu estava maravilhoso, mas eu achava que devia encontrar outro trabalho urgentemente”, recordou.

Quanto a 24 Horas, a atração vai retornar para uma curta temporada e Sutherland adiantou: “Recebi um telefonema do roteirista me dizendo ter uma ideia para o 24 Horas e logo aceitei. Começamos a gravar aqui em Londres, há algumas semanas, e estamos fazendo 12 episódios. Só posso contar que os personagens que, geralmente, estavam aliados, como a Chloe e o Jack, vão se virar um contra o outro e isso vai tornar a trama mais interessante”. Sobre os eternos rumores do filme da série, desconversou: “Não posso responder a essa pergunta. Tentamos há anos, mas ainda não aconteceu. Seria um prazer”.

Sutherland contou ao Estado sobre um lado que poucos conhecem, o de músico. “Eu toco e tinha uma banda. Se fosse um bom músico, com certeza eu faria isso para viver, mas não sou tão bom”, ressaltou.

Em seu próximo projeto, o filme Forsake, ele se reunirá ao seu pai Donald, após 25 anos sem trabalharem juntos. “É algo que sempre quis fazer, mas fiquei nervoso. Lembro de ligar para ele e dizer que estava animado, mas se eu ficasse meio calado, seria pelo nervosismo. E ele respondeu: ‘Ainda bem que você está nervoso também!’. Ele riu e quebrou o gelo entre nós. Foi uma ótima experiência”, informou, apontando os filmes prediletos de seu pai. “Inverno de Sangue em Veneza (1973) e MASH (1970), certamente. Mas foi o Gente Como a Gente (1980) que teve um profundo impacto em mim mais jovem. Outro que é bem engraçado e poucas pessoas conhecem é Mercenários de um Reino em Chamas (1970) com o Gene Wilder.”

No passado, Sutherland já foi preso por dirigir embriagado e se envolveu em confusões, mas, hoje, está feliz por ter conseguido chegar com sucesso à marca dos 40 anos. “Lembro de uma conversa que tive com o Robert Downey Jr. em que eu disse: ‘Se chegarmos aos 40 trabalhando e não estragarmos tudo, vamos trabalhar para sempre’.”

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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