Kirchner é operada no cérebro

A operação pela qual passou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na manhã desta terça-feira (8) já foi encerrada. Cristina passou pelo procedimento para tratar um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça).
Ela se recupera da anestesia, segundo Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires e um dos líderes do governo.
A cirurgia começou às 8h18, segundo a presidência argentina. De acordo com o jornal “La Nación”, a operação durou cerca de duas horas.

Cristina foi internada na segunda para ser submetida a exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço esquerdo, acrescentaram os médicos.
“A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (…) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma”, indicou a Fundação Favaloro.
O estado de saúde da presidente gera preocupação e especulações no país.
A operação é simples e de bom prognóstico, disse à AFP o doutor Anders Cohen, chefe de Neurocirurgia do Brooklyn Hospital Center de Nova York.
“É uma intervenção simples, de curta hospitalização, talvez três dias, seguida de um período de reabilitação. Ela poderá retomar suas atividades em 4 a 6 semanas (…). O prognóstico deve ser muito bom.”
O que afeta a presidente é uma das coisas mais comuns com pessoas que sofrem um trauma na cabeça. “Ocorre regularmente após um acidente”, disse.
Kirchner, 60 anos, sofreu em 12 de agosto um traumatismo craniano, após o qual não apresentou sintomas, mas no sábado passado foi detectado um hematoma subdural crônico.
“Isto é muito possível, se a veia que se rompeu era muito pequena, o sangue flui muito lentamente e não é anormal que após várias semanas surja o hematoma”, disse Cohen.
“Trata-se de um hematoma que está entre o cérebro e o crânio. O sangue acumulado faz pressão no cérebro, então fazemos uma pequena incisão para abrir uma janela, isto dura cerca de 45 minutos, não é um procedimento longo, se remove o sangue e se certifica de que não há atividade sanguínea no local. Depois se coloca um dreno, algo que o paciente normalmente tolera muito bem”, disse.
“É uma cirurgia que se faz há mais de 100 anos, de procedimento simples, e pode ocorrer com segurança em qualquer lugar do mundo”.

 

Fonte: G1

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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