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LACEN investiga caso de doença de Chagas em paciente

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Uma mulher de 19 anos que reside no município está acometida de doença de Chagas. A doença só foi descoberta em fevereiro quando a paciente teve um bebê, e na hora do teste do pezinho foi constatada a enfermidade.

Conhecida por tripanossomíase, a doença está sendo tratada no Centro de Medicina Tropical (Cemetron), em Porto Velho. A mulher mora num travessão da linha vicinal 153, sentido distrito de Rondominas.

A equipe de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (Semsau) que acompanha o caso apurou que a paciente nasceu num travessão da linha vicinal 153, sentido distrito de Rondominas, e nunca fez viagens para fora do Estado. é possível que ela tenha contraido a doença de um inseto que habita a região.
A doença de Chagas é transmitida através de um besouro popularmente conhecido como “barbeiro” ou “chupão”.

Equipe de biologia médica do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (LACEN), coordenada pela bióloga Alda Lobato, responsável pela área de entomologia médica, veio a Ouro Preto do Oeste nesta semana para fazer coleta de inseto barbeiro nas imediações do sitio onde a jovem mora.

Depois a equipe do LACEN se dirigiu a Estação experimental da Ceplac, para uma reunião com o agrônomo entomologista doutor Olzeno Trevisan.

“A gente veio porque é um fato novo. Viemos fazer conhecimento da localidade em volta de onde ela mora hoje. Nossa parte é fazer o reconhecimento da área”, esclareceu a bióloga.

Segunda a bióloga do LACEN, insetos serão capturados para identificar as espécies que estão circulando na região. O técnico Pedro Bittencourt, da Semsau, acompanha a equipe do LACEN.

A constatação de que havia percevejo contaminado pelo parasita trypanossoma cruzi foi aventada há mais de 3 anos pelo entomologista Olzeno Tresvisan, pesquisador da Ceplac, que identificou insetos em palmeiras de coqueiros nas três florestas das Reservas contíguas ao estorno de Ouro Preto do Oeste.

O entomologista comentou a respeito do caso de doença de Chagas identificado em Ouro Preto do Oeste. “Nosso estado é uma porta aberta. Animais podem ter trazido insetos contaminados. Rondônia tem várias citações sobre o assunto”, considerou doutor Olzeno.
O pesquisador também falou sobre sua pesquisa de comportamento dos percevejos que habitam essa região do estado. Segundo o entomologista, pelo fato de o estado ter um clima muito quente, há espécie de barbeiros que migram para as florestas e habitam o interior das palmeiras, onde é mais fresco, e encontram alimentação abundante.

Autor: Edmilson Rodrigues – www.correiocentral.com.br

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