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Ladrões invadem escolas e levam equipamentos eletrônicos

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A falta dos vigilantes nas escolas estaduais, dispensados de seus postos de trabalho desde o dia 30 outubro, está causando insegurança e medo aos funcionários, pais e alunos. Na madrugada desta terça-feira (12) criminosos invadiram, em Porto Velho, a Escola Estadual de Educação Jorge Teixeira de Oliveira, no Bairro Ulisses Guimarães e a Escola Paulo Leal, na BR-364. Na segunda-feira (11), a Escola Jânio Quadros também foi assaltada quando bandidos destruíram o HD da câmera de vigilância, que poderia ajudar a polícia na identificação.

Na Escola Jorge Teixeira os prejuízos, de acordo com a vice-diretora Milena Cristina de Oliveira, são grandes. Além de um equipamento de data show adquirido pelo governo, recentemente, foram levados computadores, notebooks, aparelhos de TV e Dvd, impressoras, câmera fotográfica e monitores da sala de educação especial.

“Não adianta substituir o vigilante pela câmera de segurança. O ladrão entra na escola, destrói ou rouba o equipamento que grava as imagens. O governo foi infeliz nessa decisão e agora estamos à mercê dos bandidos”, afirmou Milena. Um boletim de ocorrência foi registrado no 6°DP.

A auxiliar de serviços gerais Maria das Graças, foi a primeira a perceber a situação, ao chegar na Escola Jorge Teixeira, por volta das 6h40. “Vi que a porta estava arrombada, tudo revirado e os computadores e impressora não estavam”, disse Maria. Uma caixa amplificadora e um computador foram deixados no pátio da escola, dentro de sacos de lixo.

Já na Escola Paulo Leal, que atende além dos alunos de Porto Velho boa parte da comunidade escolar de Candeias do Jamari, a situação foi constatada pela diretora Ana Maria Grades de Oliveira. “Hoje é o dia do diretor. Meu presente não foi muito agradável e recebi logo cedo, com um grande susto. Roubaram dois monitores, duas câmeras de vigilância e uma botija de gás. Esta escola foi fundada em 1959 e nunca sofreu nada parecido”, afirmou a Ana Maria.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) se manifestou dizendo que um laudo será elaborado por técnicos da Coordenadoria Regional de Educação para que as providências necessárias possam ser tomadas. Na Escola Jorge Teixeira de Oliveira as aulas estarão suspensas somente nesta terça. Na Escola Paulo Leal as atividades continuam normais.

Jânio Quadros foi invadida

A Escola Estadual Jânio Quadros, localizada no Bairro Mariana, Zona Leste de Porto Velho foi invadida por bandidos durante a madrugada desta segunda-feira (11). Eles furtaram a merenda dos estudantes. A instituição de ensino teve as portas arrombadas e muitos equipamentos ficaram espalhados pelo chão. A ação dos criminosos foi gravada pelas câmeras de segurança do local, mas o HD foi quebrado. O crime ocorreu menos de um mês depois que o governo do Estado substituiu os vigilantes por câmeras de seguranças. Por conta do ocorrido, as aulas foram suspensas.

O vice-diretor da escola, Sandoval Nunes, conta que chegou por volta das 6h (horário local) e encontrou muita bagunça. Segundo Sandoval, a escola que atende cerca de 1,7 mil alunos teve vários objetos roubados.”Isso desanima a gente. A gente dá o sangue pela escola, pela nossa comunidade. E aí acaba numa situação dessa. É difícil pra gente. Dá vontade de chorar”, diz Sandoval.

No fundo da escola os criminosos amontoaram tudo que eles iriam levar. Entre os objetos estão computadores, aparelhos eletrônicos, uma roçadeira e instrumentos musicais do programa ‘Mais Educação’. No entanto, não houve tempo porque os moradores próximos da escola ouviram o barulho e chamaram a polícia.

Durante a parte da manhã, a perícia da Polícia Civil esteve no local, mas a direção ainda não calculou o prejuízo, porque a única certeza é de que a merenda escolar foi levada pelos invasores. As imagens dos suspeitos foram destruídas pelos bandidos que quebraram o HD das câmeras de segurança.

“É um prejuízo tremendo, porque há muito tempo a gente vem tentando realizar alguma coisa diferenciada nas escolas. E agora, estou muito triste porque estou vendo o nosso trabalho jogado por água abaixo”, desabafa Rosa Maria, diretora da escola.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), uma equipe da Coordenação Regional de Ensino de Porto Velho foi até a escola para avaliar o ocorrido para depois definir quais medidas devem ser adotadas.

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