Lavanderia francesa planeja conquistar classe C no Brasil

A rede de lavanderias 5àsec, de origem francesa, busca aumentar a fatia de clientes pertencentes à classe C nas suas lojas, diante do número crescente de mulheres que trabalham fora de casa e o aumento de renda da população nos últimos anos.

Para isso, prepara uma campanha publicitária com enfoque na acessibilidade financeira para o ano que vem, conta o diretor de marketing Sérgio Carvalho. “Queremos mostrar que o serviço não é tão caro como imaginam, não é coisa de rico”.

Hoje, 33% dos clientes da 5àsec pertencem à classe A e 35% à classe B. O restante, 32%, são consumidores da classe C e D, que levam peças para lavar pontualmente, geralmente de maior valor e mais delicadas.

De olho neste público, e também no de solteiros, a rede vem apostando em promoções e parcerias com lojas de vestuário para dar descontos nas peças.

Na promoção Mega Combo, um cliente que levasse dez peças lavaria cada uma por R$ 5, um desconto de cerca de 50%.

A ação aumentou em 15% o faturamento da rede no País. “A concorrência aposta na limpeza por quilo. Queremos mostrar que a limpeza por peça é competitiva”, aponta Carvalho.

Agora, a 5àsec converte serviços em créditos para uma próxima lavagem, que expira em uma semana, para fidelizar e conquistar novos clientes. “Queremos incentivar mais idas às lojas.”

Hoje, o Brasil é o maior mercado para a 5àsec tanto em faturamento de loja quanto em quantidade de peças processadas.

A rede tem pouca adesão nos Estados Unidos, onde existe uma cultura de lavanderias coletivas e o serviço é automatizado e pago com moedas.

Além de roupas, cresce nas unidades da rede a demanda por limpeza de edredons, tapetes e cortinas. O delivery, que tem a possibilidade de acontecer com hora marcada em condomínios nas grandes cidades, também ganha corpo. Hoje, cerca de 25% das peças que a rede recebe utilizam o delivery.

Compensação de custos

Novas tecnologias auxiliam a expansão da rede. Há dois anos, 80% das peças de roupas eram limpas no modo seco e 20% com água. Atualmente, a situação se inverteu, segundo Carvalho.

Desta forma, é possível ter maior economia ao diminuir o uso de produtos químicos importados. “Isso foi possível porque temos agora um sistema que economiza água”. Segundo o executivo, a opção do cliente mudou naturalmente. “Ele não sentiu diferença na limpeza da peça.”

Com menos custos por unidade, foi possível absorver aluguéis e mão de obra mais caros.

Nova cara

Em 2011, a rede reposicionou sua marca mundialmente ao mudar a cor do seu logo, identidade visual e decoração das lojas.

De cerca de 400 unidades no Brasil, 160 já incorporaram o novo conceito. “O Brasil é o líder nesta implantação. A Europa está atrás por conta da crise, pois a mudança exige investimento”, conta Carvalho. A ideia é ter todas as lojas no País com a nova marca até 2015.

O grupo francês retomou a operação brasileira em 2010, com exceção do Rio de Janeiro, e o Brasil se tornou a sede da empresa na América Latina. De cada dez projetos colocados em prática no mundo, sete são criados por aqui.

Em 2012, a rede faturou R$ 176 milhões no País. A meta é crescer 10% ao ano em número de lojas. O foco são as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do País.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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