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Lei exige, mas supermercadistas tentam adiar uso de sacolas biodegradáveis

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A classe empresarial do ramo supermercadista em Rondônia está preocupada com uma lei estadual votada na Assembleia Legislativa Estadual em setembro do ano passado. A norma aprovada proíbe o uso de sacolas plásticas nos supermercados e mercearias, exigindo que elas sejam trocadas por modelos biodegradáveis.
Segundo a lei votada pelos deputados rondonienses, as sacolas plásticas devem ser imediatamente trocadas e as empresas supermercadistas precisam se adequar. Fiscais de órgãos ambientais já chegaram a visitar empresas do setor em Vilhena, Rolim de Moura e Ji-Paraná, notificando os empresários quanto à nova exigência.
As sacolas biodegradáveis exigidas pela legislação estadual duram 18 meses quando são descartadas na natureza, são mais fracas e 30% mais caras que as convencionais. Já as sacolas plásticas podem levar até 100 anos para se decompor, mas têm a ventagem de serem fortes e baratas.
Segundo argumentam os empresários, a lei exige uma mudança muito rápida, à qual o setor supermercadista ainda não teve tempo de se adequar. Para isso, os empresários, por meio das associações comerciais em todo o Estado, querem que os deputados revoguem a norma por dois anos.
A Associação Comercial e Industrial de Ji-Paraná (Acijip) é a principal instituição que está à frente da demanda dos empresários do setor supermercadista.
Um jornal local esteve presente numa reunião com empresários num encontro de associações , ocorrida em Ji-Paraná no final de semana passado, quando o assunto foi discutido.
O vice-presidente da Acijip, Genivaldo Campos, apresentou a proposta para os colegas empresários para que solicitem aos deputados estaduais de cada região a revogação da medida, prorrogando a decisão por pelo menos mais dois anos.
“Nós não somos contra a proteção do meio ambiente. Mas precisamos de tempo para nos adaptar, principalmente os proprietários de pequenos mercados, que ficarão mais prejudicados com o decreto”.
No final da reunião que tratou do assunto, o empresário Gerson Zanatto, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (Facer), fez uma sugestão: “O governo deveria fazer essa exigência para quem produz essas sacolas. Se ela é inadequada, para que tem ela para vender? Eles querem proibir na ponta, sendo que deveriam atacar a raiz”.

Fonte: FS

 

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