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Leila Cordeiro, esposa de Eliakim Araújo, “Está difícil viver sem ele”

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Jornalista e esposa do ex-apresentador Eliakim Araújo fala sobre luta contra o câncer e detalhes da cerimônia de despedida

A jornalista Leila Cordeiro, esposa de Eliakim Araújo, fez um longo e emotivo desabafo em seu perfil do Facebook, em que falou sobre a despedida do marido, morto neste domingo, 17, aos 75 anos, em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. Diagnosticado há um mês com câncer de pâncreas, Araújo chegou a se submeter a um tratamento de quimioterapia, mas não resistiu.

“Há 45 dias abandonei minhas postagens aqui no Facebook para lutar na pior batalha de nossas vidas, contra um câncer inesperado que surgiu avassalador no pâncreas do Eliakim, com metástase para o fígado e vias biliares”, diz Leila no começo do texto.

Leila Cordeiro e Eliakim Araújo (Facebook/Reprodução)
Leila Cordeiro e Eliakim Araújo (Facebook/Reprodução)

Segundo ela, o tratamento começou imediatamente após o diagnóstico, mas o marido não perdeu a esperança de melhorar. “Ao começar a quimioterapia também vieram os efeitos colaterais, mas o importante é que ele sempre acreditou, até o último instante, que ficaria curado.”

“Foram os piores 45 dias da minha vida. Parecia que um tsunami tinha passado em cima da gente. Mas em nenhum momento nos revoltamos contra a situação. Afinal, não podíamos perder tempo com sentimentos negativos. Meu consolo é que o nosso amor foi ainda mais consolidado nesse período de aflição. Todos os dias trocávamos palavras de carinho e fazíamos planos para o futuro. Eu sabia que eles não iriam acontecer, mas jamais deixei que ele descobrisse isso.”

A jornalista conta que todo o processo foi muito rápido e envolveu diversas idas e vindas ao hospital. “Infelizmente, na madrugada de domingo aconteceu o que todos nós temíamos. Ele começou a passar mal no quarto do hospital e foi logo transferido para a UTI para respirar por aparelhos”, diz.

Leila narra o momento da despedida, em que ela e os filhos, Alexandre, Frederico, Ana e Lucas tiveram a chance de falar com Eliakim pela última vez. “Perguntamos se ele queria lutar mais pra ficar mais tempo entre nós, e ele novamente afirmou com um balanço ainda mais devagar de cabeça dizendo que sim. Por isso, o mantivemos entubado até o seu último suspiro de luta pela vida. Ali pudemos nos despedir dele. E assim ele se foi. Ouvimos o silêncio do bip da máquina, o silêncio da vida de Eliakim Araujo, que terminou como começou, cercado de muito amor e carinho.”

A jornalista então agradece às muitas mensagens recebidas desde então e que, apesar da doença devastadora, se sente grata pelo marido ter sofrido pouco. “Queridos amigos, está difícil viver sem ele, muito difícil. É como se eu tivesse perdido a metade do meu corpo. Mas vou recuperá-lo em homenagem ao meu amor.”

Segundo ela, não será feito um velório de corpo presente, mas sim uma cerimônia pequena em homenagem a ele na praia de Fort Lauderdale, onde o casal viveu por dois anos e meio. Em seguida, as cinzas de Eliakim serão jogadas no mar. “Estou chorando muito ao escrever isso, mas ao mesmo tempo estou me consolando por ver que todo esse nosso imenso amor gerou frutos e viralizou, inundando corações e mentes, para provar que o amor pode tudo, até suportar uma separação inesperada e dolorida. Sei que continuamos juntos e assim estaremos para sempre.”

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