Lucro do Itaú Unibanco cai 8,9% no 3º trimestre, para R$ 5,595 bi

Banco atribuiu parte da queda a despesas não relacionadas a operações de juros

O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país, recuou 8,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015, de R$ 6,144 bilhões para R$ 5,595 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 0,4%.

O banco atribuiu parte da queda do lucro a despesas não relacionadas a operações de juros, entre elas o pagamento de abono salarial aos bancários, pago após o fim da greve de 31 dias. Os trabalhadores tiveram aumento de 8% e pagamento do abono de R$ 3.500. O Itaú também afirmou que o resultado foi impactado por mudança de metodologia de cálculo para reserva de recursos para ações trabalhistas.

A margem financeira, principal medida de receita das instituições financeiras, alcançou R$ 17,7 bilhões no período de julho a setembro, queda de 5,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, mas alta de 6,7% ante o segundo trimestre de 2016.

A carteira de crédito encolheu 11%, para R$ 605,1 bilhões. O recuo foi maior para empresas, de 16,9%, mas os empréstimos para pessoa física também caíram. O total emprestado para pessoa física no terceiro trimestre era de R$ 182,5 bilhões, queda de 1,9%. As únicas linhas que cresceram foram crédito imobiliário e cartão de crédito.

O Itaú encolheu as concessões no crédito consignado. A carteira, de R$ 45,64 bilhões, é 1,8% menor que o valor registrado no segundo trimestre. Na comparação com o ano anterior, as concessões ficaram estáveis.

O banco privilegia os empréstimos a beneficiários do INSS nessa linha, que responderam por R$ 31,2 bilhões do total concedido no terceiro trimestre. Houve queda de 18% nos empréstimos para funcionários públicos, que tomaram R$ 9,8 bilhões no período de julho e setembro.

INADIMPLÊNCIA

O índice de inadimplência acima de 90 dias alcançou 3,9%, resultado que foi impactado por uma única empresa do setor de atacado. Sem essa grande empresa, a taxa seria de 3,6%, estimou o Itaú, ainda alta em relação aos 3% de atrasos registrados há um ano.

O índice de calotes do segmento pessoa física recuou para 5,7%, caminhando para próximo do nível de 5,4% registrado há um ano e abaixo dos 5,9% registrados no segundo trimestre.

No terceiro trimestre, o banco reduziu sua despesa para cobrir eventuais calotes para R$ 6,169 bilhões, ante R$ 6,337 bilhões no segundo trimestre. Em um ano, esse custo é 2,9% maior.

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