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Lutador de Jiu-Jitsu que matou engenheiro à cadeiradas vai à júri em MS

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Crime aconteceu em abril de 2015, em Campo Grande. Lutador vai ser julgado pela prática de homicídio qualificado, por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima

O júri popular do lutador de jiu-jitsu Rafael Martineli Queiroz, acusado de matar o engenheiro Paulo Cesar Oliveira, de 49 anos, será nesta quinta-feira (27), em Campo Grande. O julgamento será realizado dois anos após o crime, que aconteceu na noite do dia 18 de abril, no hotel Vale Verde. O réu está preso.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o acusado golpeou o engenheiro com uma cadeira e continuou agredindo a vítima até a morte, após uma briga com a namorada. A denúncia foi oferecida no dia 11 de maio de 2016 por homicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A Justiça afastou a qualificadora de motivo torpe, pois até então não havia esclarecimento sobre o motivo que teria levado o acusado a cometer o crime. As qualificadoras de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima foram mantidas.

Durante a instrução penal foram tomados os depoimentos da namorada, de cinco testemunhas de acusação e seis testemunhas de defesa, além do interrogatório do réu.

Entenda o caso

O lutador, que é de Valparaíso (SP), estava na cidade para participar de um campeonato de jiu-jítsu na categoria faixa preta acima de 90 quilos. Na ocasião, ele pesava cerca de 140 kg e tem quase 2 metros de altura, conforme a polícia. Ele não competiu.

Ainda segundo a polícia, o engenheiro foi morto “de graça”, já que era somente vizinho de quarto, não conhecia o casal e estava na capital de Mato Grosso do Sul a trabalho. A defesa diz que o comportamento agressivo do lutador surpreendeu a família e amigos dele.

Vítima foi espancada até a morte pelo lutador alucinado

Carla, namorada de Rafael Martinelli, que o acompanhava na data, disse que o rapaz já apresentava comportamento alterado horas antes do crime. Ela ainda afirmou que o lutador estava alucinado, agitado e estranho.

Ainda conforme a defesa, Carla também disse que no dia do crime o lutador conversava sozinho, estava descompensado e instável emocionalmente.

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