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Madeira baixa 10 cm e possibilidade de nova cheia é remota

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O Rio Madeira, em Rondônia, baixou 10 centímetros e registrou nesta quinta-feira (19) 16,82 metros, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). A média histórica para 19 de março é 15,18 metros e, em 2014, quando aconteceu a cheia histórica, na mesma data, as águas atingiram 19,23 metros. Desde o último sábado (14), quando o rio chegou ao pico máximo este ano, 17,04 metros, a cota tem reduzido gradativamente. Conforme a CPRM, novas previsões meteorológicas indicam baixo volume de chuvas na bacia do Madeira nas próximas duas semanas e, por isso, a possibilidade de uma nova enchente é remota.

Há uma semana, a companhia havia recebido do Centro Nacional de Alerta e Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) a previsão de precipitações intensas nas cabeceiras dos Rios Beni, na Bolívia, e Mamoré, na fronteira com o país vizinho, o que indicava uma elevação constante no nível do Madeira até o início de abril.

No entanto, em reunião nessa quarta entre Cemaden, Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e outros órgãos de monitoramento meteorológico, o cenário previsto foi modificado. “Todos convergiram para a previsão de que haverá pouca chuva na bacia do Madeira nas próximas duas semanas”, informou Franco Buffon, engenheiro hidrólogo da CPRM.

Franco explicou também que o rio já começou a dar indícios de estabilidade e redução da cota, por isso, provavelmente, até abril, terá início a vazante – quando a água começa a ir embora. O engenheiro alerta que, ainda assim, a previsão meteorológica pode mudar a qualquer momento devido a fatores inesperados e chuvas intensas e contínuas nas cabeceiras dos Rios Beni e Mamoré podem mudar completamente o cenário.

Cheia histórica
A marca histórica do Rio Madeira até o momento é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia do ano passado atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram afetadas pela enchente, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.

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