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Mãe faz ensaio da filha cercada por seringas usadas durante a gestação

Mãe tinha dificuldade para engravidar devido à endometriose e trombofilia.
Durante a gravidez, mulher precisou tomar 235 injeções.

Para celebrar o fim da gestação marcada pelo diagnóstico de endometriose e trombofilia, a empresária Aurilane de Oliveira, de 31 anos, resolveu utilizar as seringas usadas durante o tratamento no ensaio newborn da pequena Hellena, de 23 dias de vida. As fotos foram feitas em Rio Branco, cidade onde a família reside, no último dia 10 e têm repercutido no Facebook.

Aurilane conta que foi diagnosticada há aproximadamente cinco anos, passou por cirurgia e teve dificuldades para gerar um filho. Ela lembra que chegou a engravidar em 2013, mas perdeu o bebê devido a um problema de trombofilia – anomalia no sistema de coagulação que contribui para o entupimento de veias.

A medicação, segundo a mãe, é anticoagulante, uma vez que a trombofilia dificultava a passagem sanguínea para o bebê. Aurilane fala que chegou a receber durante toda a gestação uma média de 235 injeções, uma por dia.

“A segunda gravidez, já com o conhecimento da síndrome, iniciei o tratamento com as injeções. Eu já tinha visto uma foto há muito tempo e resolvi guardar as seringas para fazermos as imagens do ensaio. Foram usadas 205 seringas. Foi muito emocionante quando vi os cenários , não imaginava que ficaria tão bonito”, relata.

Atualmente, com a filha nos braços, a mãe revela que só agradece a Deus. “No tratamento, para a gente que está carregando, cada dia era uma vitória. Eu matava um leão por dia. É uma dádiva muito grande conseguir ter nossa filha, que veio com um estado de saúde perfeito. Tem só que agradecer”, acrescenta.

As fotos são assinadas pela fotógrafa Glória Marie, do Rio de Janeiro, que atua no mercado acreano há três anos. Ela ressalta que, como as fotos são tiradas durante o sono, a Hellena demandou um pouco mais de tempo por acordar com facilidade. A profissional também comemora o resultado.

“Com a Hellena foi muito especial, já que ela para estar entre nós necessitou de um esforço maior e superação da sua mãe. A Aurilane tinha sido fotografada por mim na gestação. As seringas fazem parte da sua história, nada mais justo fazerem parte do cenário”, finaliza a fotógrafa.

Fonte: g1/ac

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