Mãe que não aceitava namoro da filha de 16 anos é morta pelo genro de 35

A polícia segue à procura de Leonardo Aparecido Soares Vieira, de 35 anos, principal suspeito de matar a tiros Elizangela Amorim da Silva, de 37, em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A mulher não aceitava o namoro da filha, de apenas 16 anos, com Leonardo, que teria vasto envolvimento com o mundo do crime. De acordo com familiares, o homem vinha ameaçando a família da adolescente de morte e, nessa segunda, teria cumprido a ameaça.

O crime aconteceu na frente de uma das filhas de Elizangela, de apenas 9 anos. “Já temos a identificação do autor, um sujeito conhecido no meio policial, já foi preso várias vezes como autor de homicídios, já teve também uma tentativa de homicídio para cima dele”, explicou o tenente Rafael Alvarenga, do 35º Batalhão da PM.

Aos prantos, o marido da vítima, José Roberto da Silva, clamou por justiça. “O Brasil é assim, não tem justiça. Um cara desse já tem vários boletins, várias passagens, cara que tinha matado até policial, um dia ele falou que tinha matado, roubava todo mundo aqui. Era ladrão”, disse o viúvo. “Eu peço a todas as autoridades de Minas Gerais que façam alguma coisa por nós, porque aqui a violência está demais”, acrescentou.

A família da mulher está arrasada com a morte

Elizângela da Silva Amorim e a adolescente eram ameaçadas pelo suspeito, conhecido como “Nego Leo”, desde a proibição do relacionamento, sendo que elas chegaram inclusive a registrar boletins de ocorrência contra o homem e pedir uma medida protetiva.

O crime aconteceu na rua Rio Pardo, no bairro Santa Matilde, segundo a Polícia Militar (PM). A mulher teria proibido o relacionamento por considerar o mesmo muito conturbado. A adolescente de 16 anos  está grávida do suspeito.

A menor contou que vinha sendo ameaçada há cerca de 1 ano. “Tinha muito tempo já. Ele falava que se eu saísse de casa, ele ia me bater, passar o carro por cima de mim. Ele me bateu duas vezes, e ameaçava minha mãe também. Ela sempre proibiu o namoro, mas eu era contra. Ele me pôs contra minha família toda”, lembrou, aos prantos, a adolescente.

Ela confirmou que está grávida, mas disse não saber quantos meses de gestão já tem, uma vez que ainda não foi ao médico. “Eu cheguei a conversar com ele, falei que ia ficar longe, mas ele falava que eu teria que morar em outra casa, porque se não ele ia me matar. Ele já tacou pedra em mim, não deixava eu passar na rua. Teve um dia que eu fui com uma mochila cheia de roupa pra escola, para tentar fugir, e ele falava que se eu fosse para casa ele ia me matar. Ele sempre perguntava se eu estava grávida, mas eu não falava nada. Agora ele fez isso com minha mãe, eu tenho outros seis irmãos”, disse a jovem antes de perder a fala e cair no choro.

“Nego Leo” fugiu depois do crime e não foi localizado pela polícia. Segundo a perícia, Elisângela levou um tiro na região lombar, que transfixou. O caso foi registrado na Delegacia de Plantão de Santa Luzia e a Polícia Civil abriu inquérito para apurar o homicídio.

Elizângela da Silva Amorim, de 37 anos, foi morta a tiros pelo ex da filha

Família amedrontada

Uma vizinha da família, que não quis ser identificada, conta que o suspeito é muito perigoso e, por isso, no “alto do morro” todos têm medo dele. “Ele mata, rouba, faz tudo quanto há. E aí vem e destrói a vida de uma mulher jovem, deixa os filhos dela para trás. Um homem de 37 anos querendo uma menina de 16. E agora ele está ameaçando a família toda, eles não sabem nem como fazer. Se a polícia não pegar esse homem, como eles vão viver agora?”, diz a mulher.

Os vizinhos contam ainda que, após matar Elisângela, “Nego Leo” teria saído na rua gritando que já matou até polícia, que não tinha medo de ninguém, que não daria nada para ele. “As autoridades precisam fazer alguma coisa”, completou a vizinha.

Um irmão da vítima, de 47 anos, que contou que a mulher era contra o namoro por saber que o homem era perigoso. “Ela não aceitava, mas a menina também ficava com ele mais forçada, por medo dele. Ele atirou na minha irmã indefesa, ela entrou na casa, ele veio atrás e atirou nela na sala. Isso na frente da menina de 9 anos. O marido dela já falou que não entra mais naquela casa”, finalizou o parente.

Com Rádio Itatiaia e O Tempo

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário