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Magistrados venezuelanos buscam ‘proteção’ na embaixada do Chile

CARACAS – Dois magistrados venezuelanos nomeados pela oposição para uma Suprema Corte “paralela” pediram proteção na terça-feira à embaixada do Chile em Caracas, três dias após outra juíza ter sido recebida nestas circunstâncias na mesma missão diplomática, informou a Chancelaria chilena.

Os dois magistrados são Beatriz Ruiz e José Fernando Núñez, que integravam o grupo de 33 juízes do Supremo “paralelo” eleito pelo Parlamento venezuelano, dominado pela oposição. Eles entraram como “hóspedes” na residência da embaixada do Chile, informou o Ministério das Relações Exteriores.

“Ruiz Marín e Núñez Sifontes pediram a proteção chilena com base em circunstâncias políticas conhecidas. Nosso país atuará nesta matéria de acordo com os princípios jurídicos e humanitários que inspiram sua política exterior”, informou.

O chanceler chileno, Heraldo Muñoz, disse que concederá “asilo se pedirem”, em uma mensagem em sua conta do Twitter.

No dia 21 de julho, a oposição venezuelana aprovou as designações de novos magistrados semanas depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, impugnou sem sucesso as nomeações de 33 juízes – que agora ocupam as poltronas do Supremo – por supostas irregularidades no processo de eleição.

Estes juízes em exercício foram designados pelo Parlamento, quando este era de maioria chavista, em um processo relâmpago concluído em poucos dias, logo após a vitória opositora nas eleições legislativas de 2015.

Após a eleição dos novos 33 juízes, o Supremo advertiu que os recém-nomeados estavam incorrendo em “crimes de traição à pátria” contemplados pela justiça militar e pediu “medidas de coerção” contra todos os que participaram dos supostos delitos.

No sábado, a juíza Elenis Del Valle entrou na embaixada chilena pedindo “proteção política”, mas não solicitou asilo.

Em abril passado, o Chile deu proteção na embaixada de Caracas ao dirigente opositor Roberto Enríquez, presidente do partido social-cristão Copei, acusado pelo líder chavista Diosdado Cabello de estar envolvido em um “plano golpista” contra o governo de Maduro.

“Desta maneira, a residência do embaixador em Caracas recebe quatro cidadãos venezuelanos na qualidade de hóspedes”, ressaltou o governo chileno.

O Senado chileno aprovou na noite de terça-feira dois pedidos não vinculantes para que não se reconheça a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e se solicite à presidente Michelle Bachelet que retire o embaixador do Chile em Caracas.

O Chile expressou sua decepção pela “ilegítima” votação realizada na Venezuela no último domingo. A presidente Bachelet manifestou sua “preocupação” pela detenção dos líderes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, ocorrida na madrugada.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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