Maioria dos internautas quer Hildebrando fora da cadeia; caso ganha grande repercussão

A possível mudança de regime do ex-coronel da Polícia Militar, Hildebrando Pascoal, 63 anos, de fechado para semiaberto, noticiada pelo site acreano ContilNet na manhã desta terça-feira (21), foi o assunto mais comentado do dia nas redes sociais pelos internautas do Acre. Usuários da rede mundial de computadores que moram em outros estados também fizeram questão de opinar.

Uma maioria absoluta dos comentários é favorável que o ex-deputado passe o dia com a família e volte ao Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves para dormir.

“Aqui em casa a gente estava na torcida pela liberdade dele faz tempo”, escreveu a internauta Neli Oliveira. “Tem que sair mesmo, pois já é um direito dele”, opinou Dom Paulo Mendes. “Tava na hora”, entende João Salomão. “Ele é o terror do PT acreano”, emendou Márcio Almeida.

Rodiney Guilherme, que se identifica como servidor do Iapen (Instituto Penitenciário), se contrapôs aos poucos internautas que entendem como ilegal o benefício.

“Aqui (no Acre), eles (o sistema político) dominam da presidência do bairro ao Judiciário. Inconstituciomal é só o que não lhes convém”, desabafou.

O professor da prefeitura de Epitaciolândia, Lima Lima, entende que “não vem ao caso se ele merece ou não, mas sim o que a lei determina. Cumpra-se a lei”. A internauta Clemilda Santana, moradora da cidade de Toleto, no Paraná, seguiu o raciocínio da maioria: “ele (Hildebrando) merece por que ele matou bandido. Poderia estar pior”.

Não faltou quem não associasse o assunto aos acontecimentos políticos da época em que Pascoal foi preso e perdeu o mandato de deputado. “Eu queria mesmo é que ele voltasse a ser coronel”, afirmou Mara Atêiller. Para Wellington Pereira, a mudança de regime “é decisão acertada. Tem que prender é esses ladrões do congresso, da Assembléia e do senado…já tava na hora (de Hildebrando deixar a cadeira)”.

Viralizou

Cinco horas após a publicação, a reportagem já alcançava 881 compartilhamentos e tornava-se viral no Whatsapp. Os grupos fechados criados por servidores públicos e privados discutiam o assunto sem, na maioria, reprovar o cumprimento da Lei de Execuções Penais. Muitos usaram a ironia, e arriscaram afirmar que, com Hildebrando em liberdade, o Acre seria outro.

“O Sebastião não apita em nada. Lei é lei e pronto”, voltou a espetar o professor de Epitaciolância ao rebater um colega que acredita na ingerência do estado para manter o ex-coronel por mais tempoi na cadeia.

Houve, porém, quem derramasse depoimentos ofensivos. “Deixa ele morrer na cadeia esse safado”, disse Samuel Souza, trabalhador de uma empresa gráfica. “querio ver você chamar ele pessoalmente de safado, seu babaca”, retrucou o servidor da Ufac, Santos Júnior Santos. Clemilda Santana, a paranaense citada acima, não deixou barato: Samuel, se for deixar os safados morrer na cadeira não vai caber (todo mundo)”.

Expectativas

A mudança de regime, de acordo com a juíza Luana Campos, de Execução Penais, é provável, mas a sua decisão sobre o assunto ainda aguarda a leitura que o Ministério Público fará sobre o comportamento e a personalidade de Hildebrando na cadeia, desde que ele foi preso, em 1999.

“O Senhor Hildebrando não tem problemas de comportamento”, adiantou a magistrada. Condenado a mais de 100 anos e acusado de comandar o Esquadrão da Morte no Acre nas décadas de 80 e 90, Hildebrando Pascoal cumpriu dois terços das penas a que foi condenado para crimes hediondos, e um terço no caso de crimes comuns.

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