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Mais de 400 famílias atingidas pela cheia vivem em barracas, em RO

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O Rio Madeira continua baixando e o nível chegou à marca de 16,78 metros, nesta quinta-feira (26), em Porto Velho, conforme a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM). A cota está 22 centímetros a menos que a registrada na segunda-feira (23), quando o rio atingiu 17,02 metros. Cerca de 412 famílias foram atingidas na região do Baixo Madeira. Todos estão recebendo o apoio da Defesa Civil Municipal, com barracas, água potável e cestas básicas.

A média histórica para o dia é de 15,32 metros. Em 2014, quando aconteceu a cheia histórica, nesta mesma data, as águas atingiram 19,63 metros. Desde terça-feira (24), o nível do rio está reduzindo gradativamente.

Com o nível do rio diminuindo na área urbana, a Defesa Civil trabalha no apoio a 412 famílias atingidas com a cheia na zona rural, que compreende o Médio Madeira, em Belmont, Maravilha 1 e 2, Silveira, São Miguel, Niterói, Mutuns, Cujubim e Nova Aliança, e o Baixo Madeira, em Bom Será, Nazaré, Brasileira, Calama e vilas Maici e Papagaio, e Demarcação. Segundo a coordenação da Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec), o atendimento é realizado com a distribuição de água potável, cesta básica e barracas. As famílias estão em barracas na região do Médio Madeira.
Em São Carlos, apenas metade da população tem acesso à água tratada e a secretaria está atuando na distribuição de água potável no local. Já em Nazaré, região mais crítica, o nível do rio é maior e afetou toda a comunidade.

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Atingidos

De acordo com dados da coordenação da Defesa Civil, 190 famílias atingidas estão desalojadas em Porto Velho, morando em casa de parentes ou em residências alugadas. Segundo o secretário adjunto da Defesa Civil, José Pimentel, as famílias retiradas das áreas urbanas atingidas pela cheia do Rio Madeira preferiram alugar moradias com o auxílio social, ao invés optarem pelos abrigos. Apenas uma família da área rural está no abrigo montado em uma escola desativada, do outro lado da ponte, na BR-319.

Na capital, os bairros Nacional, Triângulo, Balsa, São Sebastião, Baixa União, Belmont e Milagres estão parcialmente alagados. Outros pontos do Centro também estão inundados pela água do Madeira. Segundo a Sempedec, cerca de 20 mil pessoas podem ficar desabrigadas com a cheia do Rio Madeira, em Porto Velho, este ano. Isso porque existem aproximadamente quatro mil famílias vivendo em áreas de risco, nas regiões central e rural da capital.

Cheia histórica
A marca histórica do Rio Madeira, até o momento, é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia do ano passado atingiu principalmente os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram afetadas pela enchente, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.

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