Major da PM diz que Boulos ‘colocou vida de pessoas em risco’

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto foi preso durante reintegração de posse na Zona Leste acusado de desobediência civil e incitação à violência.

O major da Polícia Militar Rogério Calderari afirmou que o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, preso pela Polícia Militar nesta terça-feira por desobediência civil e incitação à violência, “colocou em risco a vida de pessoas”. Calderari comandou a ação de reintegração de posse de um terreno particular no bairro de São Matheus, na Zona Leste, que estava ocupado pelo grupo de sem-teto.

O major afirmou que Boulos “incentivou” os integrantes do movimento a lançar objetos contra a Polícia Militar. “Ele (Boulos) tem um nível sociocultural muito melhor que as pessoas que estavam ali. E ele usa seu nível sociocultural para ganhar pessoas, incentivá-las a arremessar coisas contra a polícia e morteiros. Morteiro é uma coisa grave. Já morreu gente com isso. Ele está colocando em risco a vida de pessoas”, disse o delegado, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

Boulos, que foi levado ao 49º Distrito Policial, classificou a prisão como “evidentemente política”. Segundo ele, estava no local para negociar com o oficial da Justiça.”Ele (oficial) estava presente para oficiar que o Ministério Público havia pedido a suspensão da reintegração ontem [segunda-feira] e o juiz ainda não tinha julgado. E [fui falar] que seria razoável eles esperarem o resultado antes de reintegrar. Foi o que eu disse. Se isso é incitação à violência, então eu incuti a violência”, afirmou Boulos.

A Tropa de Choque da Polícia Militar foi ao local para dispersar o grupo de sem-teto, utilizando caminhão com jato d’água, bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Fonte: veja.com

Painel Político, é um blog de notícias de Rondônia, com informações sobre política regional, nacional, economia, jurídico e variedades. Siga-nos nas redes sociais, visite-nos diariamente e fique sempre bem informado.

Participe do debate. Deixe seu comentário