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Manifestantes do MTST fazem protestos pelo Brasil

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Na manhã desta quarta-feira (18), manifestações marcadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto bloqueiam avenidas em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Os protestos pedem o início da terceira fase do Minha Casa Minha Vida e tenta enfraquecer pautas da direita incorporadas após manifestações do domingo (15).

Em São Paulo, manifestantes bloqueiam a pista local da marginal Tietê foi bloqueada totalmente no sentido rodovia Ayrton Senna próximo à ponte Orestes Quércia. O protesto começou por volta das 9h30.

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Na Radial Leste, manifestantes ocupam a pista no sentido centro em frente à estação de metrô Itaquera, segundo a CET.

No início da manhã, apoiadores do MTST bloquearam a rodovia Raposo Tavares nos dois sentidos na altura do km 21. Pneus queimados impediam a passagem dos veículos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participaram do protesto, que começou por volta das 8h. De acordo com a DER-SP, às 10h50 o trecho foi liberado.

Na zona sul de São Paulo, cerca de 1.500 pessoas marcharam da avenida Guarapiranga até a ponte João Dias. O protesto interditou a marginal Pinheiros.

Outro protesto partiu do terminal João Dias e chegou a bloquear os dois sentidos da estrada de Itapecerica. De acordo com a PM, cerca de 400 pessoas participaram da passeata. Entre os manifestantes, havia ex-moradores das ocupações Chico Mendes 2, no Morumbi, Faixa de Gaza, em Paraísopolis, e Portal do Morumbi, todos já reintegrados e aguardando obras.

Em coro, as pessoas cantaram músicas pelo direito à moradia, como “1, 2, 3, 4, 5, mil. Ou dá a nossa casa ou paramos o Brasil”.

Por volta das 9h40, cerca de 200 pessoas faziam uma barreira humana nos dois sentidos da Régis Bittencourt, que liga São paulo ao Sul do país. Segundo a concessionária que administra a rodovia, a Autopista, a interdição com barreira humana ocorre no quilômetro (km) 269, altura do município de Taboão da Serra.

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Estão previstos ao longo do dia a obstrução de dez vias de grande circulação de veículos na capital paulista e em outras cidades da Grande São Paulo.

A coordenadora estadual do MTST Simone de Sousa disse que a manifestação simultânea em varios pontos de sao paulo nesta quarta-feira serve para chamar atenção do governo para a liberação das verbas da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, prometida para novembro do ano passado.

“Tentamos vários tipos de negociação com o governo federal. Enquanto não tiver a liberação das verbas do programa, as obras ficam paradas. Se pelo diálogo não estamos sendo atendidos, a gente faz o governo ver que as famílias precisam de moradia”.

Rio, Minas e Paraíba

No Rio de Janeiro, os manifestantes atearam fogo em uma barricada de pneus e fecharam a pista no sentido Ponte Rio-Niterói. Segundo a concessionária Autopista Fluminense, que administra a via, o protesto começou por volta das 7h na altura do km 321.

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Passageiros de ônibus chegaram a descer dos coletivos. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as pistas foram liberadas por volta das 7h40 e o congestionamento chegou a 7 km. Os manifestantes deixaram o local em ônibus fretados.

Em Minas Gerais, os atos aconteceram em dois pontos do Anel Rodoviário, um na altura do bairro Betânia, na região oeste de Belo Horizonte, outro no viaduto São Francisco, na região da Pampulha, na região do Barreiro, na MG-010, no bairro Jaqueline, na região Norte da capital, e na BR-040, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Depois de três horas de protestos, manifestantes de ocupações urbanas liberaram as rodovias federais e estaduais, na manhã desta quarta

Na Paraíba, um grupo do Movimento Popular Terra Livre fechou nesta manhã os dois sentidos da avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa.

Resposta ao dia 15

Protagonista dos maiores protestos de rua do Estado de São Paulo em 2014, o grupo pretende atrair entre 15 mil e 20 mil militantes, espalhados por diversos pontos da capital paulista, para discursar contra a direita, além de exigir atenção do governo em relação às pautas que abraça desde sempre – de direitos sociais aos trabalhadores, como habitação, saúde e educação.

“De algum modo, o ato desta quarta-feira se tornou uma resposta aos protestos de domingo porque, embora existam vários motivos para a população estar indignada com o governo, nenhuma reivindicação social de fato foi feita naquele dia”, diz ao iG Guilherme Boulos, um dos coordenadores nacionais do movimento. “O que vimos na Avenida Paulista no fim de semana foi um espetáculo de preconceito, fascismo, de discursos de ódio. Então precisamos dar uma resposta para frear o avanço da direita em todo o País.”

O protesto desta quarta-feira é o terceiro grande ato do MTST em 2015. O grupo promete intensificar os protestos de rua em 2015, a exemplo do que já foi feito no ano passado, enquanto suas reivindicações não forem atendidas.

Com informações da Agência Brasil

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