Mantenha os carrapatos bem longe

Eliminar o parasita exige cuidado com o pet e com o ambiente em que ele é criado. Caminha, brinquedos, panos — tudo deve ser examinado com regularidade.

Altamente disseminadas no país, as doenças transmitidas por carrapatos são um verdadeiro flagelo para os pets. Cientes disso (e da possibilidade de também se contaminarem), os donos devem dar combate ao parasita. A (profissão) Fátima Cerqueira, (idade), já declarou guerra. Ela mantém, em casa, um abrigo de cães de grande rotatividade, daí o controle extremo. “Assim que eles chegam, já dou um banho com xampu e uso um carrapaticida”, garante. Atualmente, são 16 inquilinos — cinco de estimação e 11 temporários.

Em geral, o tratamento em cachorros infestados é feito com produtos específicos, disponíveis em forma de sabão líquido ou de spray. Há também um tipo de coleira que inibe a proliferação do inseto. “Às vezes, os donos ficam impacientes com o processo, porque os carrapatos precisam entrar em contato com o princípio ativo do remédio. Como eles ficam no ambiente, é preciso esperar que retornem ao animal para o produto fazer efeito”, explica a médica veterinária Isabela Coudry.

Mike, um vira-lata de porte pequeno, está com a família de Raimunilza (idade, sobrenome e profissão) há 4 anos. Durante todo esse tempo, ele teve carrapato uma vez, há cerca de um ano. “Eu costumava deixar ele passear e ele sempre ia para a graminhas no fim da rua. Acho que foi lá que ele pegou”, conta a dona. Ela o levou ao veterinário e deu início ao tratamento, que foi bem demorado. “Foram alguns meses, mas deu certo. Desde então, não aparece mais nenhum”, conta Raimunilza.

Ao contrário do que muitos imaginam, o artrópode, que se alimenta de sangue, não mora no animal — o inseto sobe, pica e desce novamente. “Quando o dono acha um carrapato no cachorro, é certeza que tem muito mais no espaço em que ele vive”, afirma Isabela Coudry. Por isso, na hora do tratamento, todo cuido é pouco com o canil, o lugar de dormir e o gramado frequentados pela mascote. “É preciso passar inseticida, além de produtos específicos contra carrapatos na casa. Enfirm, fazer a dedetização”, explica a veterinária Raiana Fernandes Leite. Ajuda bastante lavar regularmente os objetos de uso do cão.

Tanto Raimunilza quanto Fátima sempre higienizam o espaço em que os animais costumam ficar. “O chão é lavado todos os dias, e além dos banhos semanais nos cachorros, lavo a casinha e os  panos que ficam no ambiente”, revela Fátima. Já a dona de Mike passou a limitar os itinerários e vigiar os passeios do animal na medida do possível. Ela age corretamente, mas é um trabalho difícil, visto que os carrapatos se locomovem com facilidade, “grudando” até em roupas e calçados.

Leandra Monnerat entende bem esse aspecto. Ela mora em apartamento há 4 anos e saía todos os dias com seus três cachorros, Bruce e Bardô, um casal de malteses, e Ludi, um yorkshire. “Só notei que eles estavam infestados de carrapatos quando vi um pelo apartamento”, lembra. Eles foram tratados e os carrapatos sumiram. Há um ano, porém, eles voltaram. “Eles não tinham contato com outros animais nem saíamos mais para não correr o risco. Quando fomos ao veterinário, ele confirmou que os carrapatos podem chegar de várias maneiras, até pelos muros.”

“Fiquei com medo de eles terem doenças porque tinham mesmo muitos carrapatos. Mas nada aconteceu, tratamos logo”, relata Leandra. A veterinária Raiana Fernandes Leite avisa que esse é mesmo um grande perigo. “Carrapatos contaminados podem passar para o animal doenças como babesiose canina e ehrlichiose. Os animais atacados desenvolvem anemia, problemas renais, catarata e até hemorragia. Eles podem até morrer se não tratados a tempo”, alerta.

A melhor atitude, de acordo com Isabela Coudry, é a prevenção. “Quando sair com o cãozinho, sempre passe um produto anticarrapato. É importante trabalhar com a prevenção, porque, depois, o tratamento fica caro e difícil”, aconselha. Sempre que achar um carrapato, procure logo o foco para não haver proliferação — nem na sua casa, nem na vizinho.

Conheça o inimigo 

– Os carrapatos mais comuns de carrapato, parasitas tanto de animais quanto de humanos, são o Rhipicephalus sanguineus e o Amblyomma cajennense.
– O primeiro, também conhecido como carrapato vermelho de cão, é urbano. Vive no concreto, em frestas de tijolos, e ataca, preferencialmente, cães (graças ao hábito de se lamber, os felinos estão mais protegidos). Esse tipo de inseto também se esconde em camas, sofás e casinhas, procurando sempre os pontos mais altos, pois não gosta de ficar no chão. Potencial transmissor de babiose e erliquiose, duas doenças perigosas, que podem até morrer.
– A outra espécie, o Amblyomma cajennense, é o carrapato de fazenda. Eles sugam animais silvestres e, só acidentalmente, atacam os domésticos. Em humanos, podem inocular a chamada febre maculosa.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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