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Mariana não disputa prefeitura de Porto Velho em 2016

Fora do páreo

Apesar das especulações feitas principalmente pela mídia da capital sobre uma eventual candidatura da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB) à sucessão de Mauro Nazif (PSB), a coluna apurou que é praticamente nula a candidatura. Pelo menos é o que disse o pai da parlamentar, Aparício Carvalho, ao governador Confúcio Moura (PMDB), durante um regabofe semana passada na residência dos Carvalhos. Os projetos futuros da parlamentar são mais ambiciosos em 2018, conforme confidências. Portanto, caso não mude de ideia, Mariana está fora da disputa pela prefeitura de Porto Velho.

“Mauricinho”

Embora Mariana esteja fora do páreo, o clã dos Carvalhos estuda a possibilidade de lançar o filho caçula Mauricinho à disputa pela prefeitura da capital. Figura mais conhecida na noite portovelhense, o rapaz participou ativamente das duas últimas campanhas da irmã, mas não possui os mesmos atributos para repetir o sucesso da deputada campeã de votos na capital. Nem a mesma experiência, visto que Mariana Carvalho está no segundo mandato parlamentar e disputou três eleições consecutivas.

Bicudos

Os grãos tucanos querem que Mariana seja a candidata e repelem a possibilidade de se aventurar numa candidatura a prefeito sem apelo popular que a família Carvalho quer impor. Mas quem conhece Aparício de Carvalho sabe do que é capaz para alcançar os seus objetivos e vai utilizar o mandato da rebenta para empurrar de goela a baixo a postulação do rebento. No ninho tucano o que não falta é ave bicuda.

Na moita

Quem não hesitará em se habilitar para suceder Mauro Nazif é o jovem deputado estadual Léo Moraes (PTB), caso se confirme que a deputada tucana opte em não disputar. Parlamentar atuante, sem máculas e com carisma suficiente para dar corpo a uma candidatura a prefeito. Principalmente num município carente de lideranças e bons administradores. Cortejado pelos caciques estaduais de todas as grandes legendas, Léo tem mantido prudência para não dar um passo em falso e meter os pés pelas mãos. Pode vir a ser uma ótima opção numa eleição onde a mediocridade ensaia colocar o bloco na rua.

Carnaval

Tenho acompanhado pelas mídias sociais as posições favoráveis e contrárias à participação do poder público nas festas momescas. O carnaval é, sem dúvida, a maior festa popular do país, e a mais democrática. Quem não gosta de samba?

Carnavalizando

É empulhação a posição simplista assumida pelos cretinos de plantão contra esta festa das multidões. Não adianta carnavalizar a polêmica, pois a festa tem raízes subversivas desde que aportou no Brasil nos passos dos colonizadores portugueses que, no século XVIII, trouxeram o entruder – que consiste em nosso conhecido mela mela – e caiam na folia.

Doentes

Desde o período colonial, quando os escravos popularizaram a festa de raízes pagãs, o carnaval passou a ser perseguido pelos abastados que o levaram para os bailes da corte. Indiferente, os escravos e os plebeus em geral mantiveram firme a festa na rua. Tanto naquela época quanto agora, há quem não goste de samba. Mas, como diz o poeta: “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”. É a maior festa de nossa cultura popular, como manifestação estética de multiculturalismo. Caberia ao poder público apoiar naquilo que é de sua responsabilidade, mas não se esconder em manifestações fáceis e falsas.

Resistência

Além de irreverente, o carnaval é uma forma de extravasar as tensões num país em que cada dia nossas autoridades nos fazem de palhaço. Há uma crise no país sem precedentes e que exige de cada um de nós uma parcela de dor. O carnaval é capaz de minimizar tudo: ironiza a crise, alivia a dor e desmascara os cretinos. Viva o carnaval!

Folião

Este cabeça chata não é um folião que pega a camisa listrada e sai por aí. No entanto, reconhece na folia momesca o que tem de melhor para se festar. Assistir uma escola, bloco ou a folia improvisa do mela mela é algo prazeroso. Quem não gosta nada disso, pode ser até um bom sujeito, mas é possível que seja ruim da cabeça ou doente do pé!

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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