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Matadores do PCC tinham nomes e endereços de mais de 20 agentes penitenciários federais

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Reportagem de Flávio Costa e Leandro Prazeres, publicada no UOL nesta segunda-feira mostra que a PF (Polícia Federal) encontrou com suspeitos de participação no assassinato do agente penitenciário federal Alex Belarmino Almeida Silva um levantamento com mais de 20 nomes e endereços de outros funcionários de presídios federais, tidos como alvos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A informação foi confirmada ao UOL por três pessoas que participaram da investigação do homicídio ocorrido em 2 de setembro de 2016, na cidade de Cascavel (PR). Outros dois servidores foram mortos, parte de uma ação do PCC para intimidar quem trabalha no sistema penitenciário federal, de acordo com investigações da PF.

Lotado no Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão do Ministério da Justiça com sede em Brasília, Alex Belarmino trabalhava temporariamente no presídio federal de Catanduvas ­­ a 55 km de Cascavel ­­, onde ministrava cursos de tiro a seus colegas.

A investigação da PF mostrou que os criminosos alugaram a uma casa vizinha àquela usada pelo agente durante sua estadia em Cascavel. “O alvo inicial deles era um outro agente que morava de maneira permanente em Cascavel, naquela mesma rua. Alex virou alvo depois que esse primeiro agente teve que viajar”, afirmou um colega da vitima, sob a condição de sigilo.

Alex Belarmino foi assassinado com 23 tiros ­a maioria o atingiu pelas costas. A emboscada aconteceu quando ele dirigia um carro oficial rumo à penitenciária de Catanduvas.

Ao diminuir a velocidade ante um quebra­-molas, seu carro foi emparelhado por um Crossfox prata, onde estavam os assassinos. Dois deles, armados com pistolas nove milímetros, disparam contra o agente. Pela legislação, esta arma é de uso exclusivo da PF e das Forças Armadas. Após os disparos, o carro do agente perdeu a direção e bateu em uma caminhonete que vinha em sentido contrário. Belarmino morreu no local.

O Ministério da Justiça determinou, após as mortes dos três agentes, uma série de medidas de segurança para os funcionários de penitenciárias federais.

CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra, no UOL

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