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Maurão requer voto de louvor à Judite Holder

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O deputado Maurão de Carvalho (PP) apresentou na Assembleia Legislativa requerimento de voto de louvor a Irmã Judite Holder, pela  passagem dos seus 100 anos de idade com efetiva contribuição ao município de Porto Velho e a todo o Estado de Rondônia.

Maurão de Carvalho disse que a irmã Judite Holder, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Porto Velho, ainda  lê a Bíblia sem óculos e caminha a pé pela cidade de Porto Velho para visitar  parentes e antigos conhecidos. “Com 100 anos bem vividos, a ex-servente que se tornou diretora escolar é um exemplo vivo de pioneira da  época em que funcionava a lendária Estrada de Ferro Madeira Mamoré”, destacou.

Filha única de Sidney e Beatriz Holder, Judite veio da Ilha de Barbados, desembarcando em Belém (PA). No município de Porto velho morou em localidades por onde passavam os trilhos, de Jaci-Paraná até Abunã.

O parlamentar citou também algumas das  características da Irmã Judite Holder que conversa pouco, mas sua fala e seu semblante revelam uma pessoa que lutou a vida toda e hoje contempla as transformações da cidade. “Foi acometida pela malária nos tempos infortúnios da floresta inóspita. Os operários construtores da ferrovia, incluindo seus pais, naquela época trabalhavam de sol a sol enfrentando doenças como a malária, beribéri, hepatite e impaludismo. Ainda menina viu aportarem aqui o navio “Madeira Mamoré” e a chata “Cuiabá”, à lenha. As pessoas corriam para o barranco do rio, que era uma Sensação.”

Irmã Judite Holder morou num dos bairros mais tradicionais de Porto Velho, o Bairro do Triângulo. Em 1969 perdeu seu marido Perci, que morreu aos 56 anos.

Lúcida, apesar da idade avançada, sempre menciona os nomes dos quatros filhos: o pastor Joel da Assembleia de Deus, a médica Dayse, o escriturário Wilson, que está em São Paulo e Gertrudes, professora aposentada. Tem sete netos.

Para essa personagem porto-velhense e de Rondônia a localidade de Santo Antônio do Rio Madeira “tem que ser relíquia”, o que na linhagem dos administradores do patrimônio histórico e cultura do país significa ser tombada. “Assisti o último  apito do trem em 10 de julho de 1972; ele veio de Guajará Mirim e quando parou na estação deixou muita gente com lágrimas nos olhos”, recorda a pioneira Judite Holder.

Sobre a vida escolar iniciada em 1946, quando auxiliou a professora Lígia Veiga na Escola Barão de Solimões. Ali permaneceu oito anos, mas o seu maior tempo foi na Escola Samaritana, para a qual se dedicou durante dez anos. “Fui diretora no Carmela Dutra, na Escola Duque de Caxias e no Castelo Branco”, ela conta, tendo se aposentando em 1977.

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