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Maurão volta a denunciar cartel da carne e preço do boi prejudica  produtor

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), usou a tribuna nesta quarta-feira (2) para denunciar, mais uma vez, o baixo preço da carne bovina pago ao produtor rural pelos frigoríficos em Rondônia.

“A coisa está a cada dia pior. O preço da arroba de boi em Rondônia não para de cair, estando hoje a R$ 121,00, sendo menor do que no Pará, que é de R$134,00; e no Mato Grosso, que é R$ 132,00. Ou seja, estados que pagavam menos do que nós, hoje pagam mais”, denunciou.

Segundo Maurão, os grandes grupos frigoríficos que controlam boa parte do mercado rondoniense acabam impondo preços baixos à carne. “Há um cartel que domina o mercado e determina preços baixos. O pior é que, nos açougues, a carne continua subindo e o consumidor pagando caro”, relatou.

O parlamentar informou que muitos produtores estão levando o gado em pé para abater em São Paulo, onde o preço da arroba é em torno de R$ 150,00. “A que ponto chegamos, pelo efeito prejudicial do cartel da carne em Rondônia.

Isso atinge aos grandes, mas principalmente aos pequenos, que não têm estrutura para levar o gado para fora do Estado”, completou. De acordo com o deputado, estão sendo vendidos bezerros para outros estados, causando perda para toda a cadeia. “Estamos deixando de ser produtores de gado para abate, para produzirmos bezerros, que geram um lucro menor”, completou.

Apoio

 

Também em aparte, Hermínio Coelho (PSD) lembrou que o Governo envia projeto aumentando tributos, que segundo ele afetaria diretamente os pequenos, mas concede isenção tributária para um grande grupo frigorífico.

“Está errado e não podemos aceitar isso de jeito nenhum. A Assembleia precisa tomar uma posição contra essa aberração”, completou.

Luizinho Goebel (PV) alertou que o setor produtivo precisa ser protegido e apoiado. “Temos a geração de mão de obra e, mesmo com os incentivos, temos uma boa arrecadação da pecuária. É preciso cuidado para não matarmos a galinha dos ovos de ouro. Tudo o que pudermos isentar e apoiar precisamos fazer, sob pena de plantas frigoríficas fecharem as portas”, observou.

“Temos que mostrar que não é viável vender o bezerro para fora de Rondônia, pois vamos continuar perdendo e sendo prejudicados. Quero agradecer aos parlamentares pelo apoio e vamos seguir nesta luta”, finalizou Maurão.

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