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MDB ameniza, mas candidatura de Confúcio é traição à Raupp e Maurão

Governador havia se comprometido a não ser candidato "em hipótese alguma"

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O ano de 2018 começou com uma traição política das grandes. A confirmação, pelo próprio Confúcio Moura de que pretende disputar uma vaga ao Senado, e “sairia mesmo tendo que deixar o MDB”, foi um balde de água fria nos planos do senador Valdir Raupp, que busca a reeleição.

Em conversa com Raupp em novembro do ano passado, ele garantiu a PAINEL POLÍTICO que “Confúcio havia lhe dado a palavra, e reafirmado que não seria candidato em hipótese alguma”. Mesmo assim, mantivemos a informação de que ele “trairia” Raupp e o MDB (na época ainda PMDB), o senador retrucou dizendo que “Confúcio era um homem de palavra, e costumava cumprir compromissos”.

Não cumpriu. Nem com Raupp, a quem tinha uma dívida (lembrada pelo próprio senador na coletiva desta sexta-feira – detalhes mais abaixo) nem com Maurão que tenta amenizar o mau estar causado pela decisão de Confúcio declarando que migrou para o MDB porque havia uma promessa de que seria candidato ao governo pela legenda, “não resta dúvidas de que o compromisso está sendo cumprido”. Não está. O compromisso não era bem esse. A promessa era que Confúcio não se candidatasse e ajudasse Maurão.

A candidatura de Confúcio comprova o que até os bagres do Madeira já sabiam, que ele não cumpre acordos, tampouco respeita seus aliados. Como o próprio Raupp fez questão de lembrar, que mantém um “relacionamento de longa data com o governador”, citando que iniciou na vida pública há 35 anos, sempre reforçando os pedidos para que Confúcio fosse candidato. ”Foi assim quando ele concorreu pela primeira vez a deputado federal e quando se candidatou ao governo pela primeira vez. Ele chegou a sair da convenção para voltar para Ariquemes. Eu telefonei para ele e o encontrei no Candeias. Pedi que ele voltasse, garantindo que ele seria o candidato do PMDB. Ele voltou, renunciou à Prefeitura de Ariquemes e ganhou a eleição”. E contou isso para refrescar a memória de Confúcio.

Maurão está frustrado. Ele esperava mais do MDB, mas não foi falta de aviso. Publicamente Confúcio nunca declarou que “Maurão era seu candidato”, apenas acompanhou a movimentação do presidente do legislativo. Confúcio não participou da reunião convocada por Maurão em dezembro para “discutir candidaturas” assim como também não esteve presente à coletiva do MDB nesta sexta. Ele quer evitar desgastes e confrontos.

O maior apaziguador dos problemas que vem sendo causados pela decisão de Confúcio é Tomás Correia, que não quer ver o MDB se afundar em uma crise, maior que a atual. Caso optasse por outra legenda, Moura deixaria o partido em uma situação extremamente delicada no já complicado processo eleitoral de 2018.

Resta saber o que vai sobrar do MDB de RO após outubro.

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