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Médica baleada em assalto tem morte confirmada, diz boletim

Milena Gottardi Tonini Frasson levou um tiro na cabeça quando saída de um plantão no Hospital das Clínicas, em Vitória (ES). O caso está sendo investigado

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A médica Milena Gottardi Tonini Frasson teve morte confirmada pela equipe médica do Hospital Cias Unimed, onde estava internada, de acordo com o último boletim divulgado às 17h15 desta sexta-feira (15). Ela foi baleada na cabeça na noite desta quinta-feira (14).

Segundo a assessoria de imprensa da Unimed, Milena morreu por edema cerebral difuso (por conta da extensão do dano), às 16h50. A Unimed disse que o corpo será encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) para liberação da família. “A direção do Hospital Unimed lamenta o falecimento precoce da profissional médica e se solidariza com a família nesse momento de luto”, disse o hospital.

A vítima saía de um plantão no Hospital das Clínicas, em Vitória, acompanhada de uma colega quando, ao chegar ao carro, foram abordadas por um homem, que inicialmente exigiu pertences e chaves do veículo. Sem que as duas reagissem, ele atirou três vezes e uma bala acertou a cabeça de Milena.

A médica foi socorrida em estado gravíssimo e foi submetida a uma cirurgia na noite desta quinta. Depois, ela foi transferida para um leito de UTI, onde passou uma madrugada instável. No fim da manhã desta sexta, ela entrou em estado de coma e parou de responder a estímulos.

Investigação

O caso está sendo investigado na Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM). Testemunhas já foram ouvidas e a cena do crime foi periciada. As equipes de investigação foram reforçadas no objetivo de capturar o criminoso.

Pelo crime ter ocorrido na área de uma instituição federal, a Polícia Federal foi questionada sobre não participar das investigações. A resposta foi que a PF só apura crimes contra a União.

O crime

De acordo com informações iniciais de testemunhas, a médica foi ferida no que seria uma tentativa de assalto. A Polícia Civil está investigando o caso.

Uma funcionária que testemunhou o crime contou à TV Gazeta que as duas saíam juntas do hospital e estavam chegando perto do carro da vítima quando um homem as abordou.

“Depois que batemos o ponto, eu me ofereci para acompanhar ela até o carro, para ela não ir sozinha. Quando passamos, tinha um rapaz parado em pé, com o rosto descoberto, normal, mexendo no celular se não me engano. Ao chegarmos ao carro, ela abriu o porta-malas, jogou a bolsa dentro, e em questão de segundos o rapaz nos abordou. Ele falou ‘passa o celular, passa a chave e as duas pra dentro do carro, já'”, lembrou a colega.

A funcionária disse que percebeu que o criminoso estava confuso e que disparou os tiros mesmo sem qualquer reação delas.

“Nos viramos para entrar dentro do carro e não falamos nada, apenas obedecemos. Foi nessa hora que ele pegou e deu três disparos. Eu estava de frente pra ele, mas ela estava entrando no carro na hora, então ela caiu de frente. Na mesma hora ele já pegou uma moto e desceu a ladeira a mil. Na hora eu não percebi direito que ela tinha sido baleada, achei que ela tinha se abaixado”, disse.

A colega acredita que o criminoso não mirou na médica Milena. “Como ela é mais alta, acho que ela ficou mais exposta. Nós estávamos coladinhas, juntas pra entrar no carro”, falou.

A vítima recebeu os primeiros socorros no local e foi levada de ambulância para o hospital particular de Vitória em estado grave, segundo a Polícia Militar. Ainda não há informações sobre os criminosos.

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