Melhoramento genético do tambaqui é grande negócio

tambaquiPor meio de iniciativa pioneira, os esforços de melhoramento genético do tambaqui são realizados pelo Sebrae e pela Universidade Federal de Rondônia e conduzida por pesquisadores de várias instituições brasileiras. Isso vem sendo possível, a partir de 2009, em função do convênio firmado pelo Sebrae/RO junto ao Instituto de Tecnologia Agropecuária de Maringá [Itam].
Ainda que em atividade inicial, o melhoramento de peixes nativos tem gerado reprodutores melhorados de tambaqui e cachara, que são utilizados para gerar alevinos para o setor produtivo.
Graças a esse convênio, diz o doutor e pesquisador do assunto Ricardo Pereira Ribeiro, do Itam, responsável pelo estudo, foram implantados dois núcleos de seleção de tambaqui, no campus da Unir, em Presidente Médici, e na Piscicultura Boa Esperança, em Pimenta Bueno – um terceiro núcleo, informa, deverá ser instalado no campus Ariquemes do Instituto Federal de Educação de Rondônia.
Ainda que em atividade inicial, o melhoramento de peixes nativos tem gerado reprodutores melhorados de tambaqui, juntamente com o cachara, é utilizado para gerar alevinos para o setor produtivo.
A escolha do tambaqui para esse estudo resultou do domínio de técnicas de produção, da existência de estrutura de beneficiamento e escoamento da produção, o interesse do mercado consumidor final e também o potencial de expansão dos produtos para outras regiões do país.
“Os programas de melhoramento de genético de qualquer espécie só têm sentido quando resultam em retornos econômicos para o setor produtivo”, reforça Ricardo. Ele diz que os resultados mostram que os animais melhorados apresentam velocidade de crescimento 10 por cento superior em relação aos que não passam pelo mesmo processo.
Tal valor significa redução de 21 dias no período de cultivo dos animais selecionados em relação aos demais. Isso quer dizer que, para uma piscicultura de 10 hectares, com produtividade média por safra de 10 toneladas de tambaqui por hectare, se poderia produzir em um mesmo período de engorda até 1000 quilos por hectare a mais por ciclo, o que aumentaria a receita do produtor, considerando o preço de venda de R$ 3,70 de peso vivo, em R$ 3.700,00, bruto por hectare.
Para o doutor Ricardo Ribeiro, investir em melhoramento genético “é um grande negócio que pode evoluir muito ainda através de iniciativas como a do Sebrae em Nova Brasilândia, através da comparação de animais não melhorados adquiridos de pisciculturas comerciais do estado com alevinos melhorados do Programa de Melhoramento Genético do Tambaqui”.
O professor conclui salientando que animais geneticamente superiores tendem a tornar-se mais exigentes. E que sua disponibilização para o setor produtivo pode conduzir adequações na condição de cultivo, alterando manejos nutricionais e sanitários de maneira a potencializar sua qualidade genética, e isso requer desenvolvimento de outros setores da cadeia produtiva.

Fonte: Ascom Sebrae

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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