Menina de 12 anos viaja de carona quase 100 quilômetros para denunciar abuso sexual

Método que humaniza depoimento de criança na Justiça vira lei federal

Criança disse que tomou atitude porque mãe não acreditava nela. Ela relata sofrer abusos do padrasto há cinco anos.

Uma menina de 12 anos viajou quase 100 quilômetros de carona para denunciar abusos sexuais que sofre há cinco anos pelo padrasto no Norte do Rio Grande do Sul. A criança deixou Marau, a cidade que mora com a mãe, rumo a Soledade na tarde de segunda-feira (17) para procurar o Conselho Tutelar do município.

Conforme a conselheira tutelar de Soledade, a menor tomou a atitude porque havia pedido socorro em Marau, mas não havia recebido atenção.

“Ela soube do Conselho daqui por meio de uma madrinha que ela tem aqui, elas são bem chegadas, e veio sozinha”, relata a conselheira Noeli Campos.

Conforme o relato da menina à conselheira, a mãe não acreditava nela e outras pessoas não queriam se envolver.

“Ela disse que era abusada pelo padrasto desde os sete anos de idade”, complementa Noeli.

Após ouvir o depoimento da criança de 12 anos, o Conselho Tutelar de Soledade encaminhou o caso para a Polícia Civil e começou a prestar atendimento à menina por meio da rede com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da prefeitura.

Ela foi encaminhada para a casa da madrinha e deve passar por exame de corpo de delito para comprovar os abusos.

“Falamos com ela manhã de hoje [terça-feira] e ela disse que está se sentindo segura”, conta a conselheira.

Ainda na segunda-feira, a mãe da criança entrou em contato com o Conselho Tutelar de Soledade. “Orientamos ela a comparecer aqui ao conselho, mas ela não apareceu”, contou a conselheira.

A equipe de Soledade entrou em contato com o Conselho Tutelar de Marau, cidade onde vivia a menina, mas não havia sido reportado nenhum caso envolvendo a menina na cidade.

O G1 tenta contato com as delegacias de Polícia Civil de Marau e Soledade, mas até agora não conseguiu falar com os delegados responsáveis.

Fonte: g1.com

Deixe sua opinião via Facebook abaixo!
Anterior «
Próximo »

Deixe uma resposta

Direto de Brasília