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Mesmo gastando milhões em publicidade, rejeição a Confúcio só aumenta

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O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Federal estão monitorando os gastos com publicidade do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), em 2014, ano eleitoral.

Por lei, é proibido aos agentes públicos em campanhas eleitorais realizar, antes dos três meses que antecedem as eleições, despesas com publicidade de órgãos públicos ou de entidades da administração indireta, que ultrapassem a média dos gastos nos três últimos anos ou do último ano anterior à eleição.

Levantamento do TCE e do MPF aponta que a despesa média anual dos últimos três anos foi estimada em pouco mais de R$ 7 milhões, limite que deveria ser aplicado neste ano.

No entanto, a Lei Orçamentária Anual do Estado prevê que serão distribuídos mais de R$ 10 milhões em 2014 na divulgação das ações de governo.

Para os órgãos controladores do dinheiro público, é preciso Confúcio Moura observar o valor limite referente à média dos últimos três anos para evitar implicações com a Justiça.

Moura vem sendo acusado até de calote no pagamento da publicidade dos veículos de comunicação social. Há inúmeras reclamações dos proprietários de sites, jornais e TVs.

A agência de publicidade e propaganda responsável pela relação de mercado com os veículos é também apontada como principal culpada na ingerência dos repasses financeiros aos empresários de comunicação.

PLATAFORMA DIGITAL – Apaixonado por redes sociais e tecnologias de informação, o governador ainda não viu o sucesso de sua equipe de comunicação.

A página da atual agência de notícias do governo acompanha o ritmo lento da equipe de Moura.

Faltam atualizações, há erros até no servidor – deixando o site fora do ar por tempo indeterminado. Sem falar do fracasso da interatividade com o internauta a partir do uso institucional de redes sociais.

Moura e sua equipe comemoram mudanças na plataforma digital de divulgação, onde são veiculadas ações do poder executivo na internet.

Na próxima terça-feira, 18, será anunciado pelo Departamento de Comunicação Social o novo portal institucional. O serviço vai reunir 34 sites de secretarias e instituições do governo.

As reportagens e publicações serão enviadas direto para o portal, ficando à disposição dos editores para publicação.

Após três anos de mandato, faltando cerca de dez meses para deixar o cargo, as mudanças são anunciadas com atraso.

O DECOM não consegue gerenciar crises políticas e alavancar a popularidade do governador em meios a escândalos seguidos e críticas de adversários.

Pesquisas indicam que a rejeição eleitoral do governador é alta, justamente o que causa incerteza no PMDB, para uma reeleição.

O governador nesta semana, entre tantos outros, cometeu mais um gafe digital.

Confúcio Moura comemorou na sua página de relacionamento na internet o crescimento de seus seguidores com direito a música gospel.

“13 mil amigos no Facebook. Muito obrigado. Pra fechar a noite vamos ouvir um prata da casa, um grande músico rondoniense.” disse Moura  ao publicar link para vídeo musical.

Treze mil seguidores em um Estado que tem uma população estimada em 1,7 milhões de habitantes  dão um indicativo da popularidade de Confúcio Moura.

Considerando as mesmas estimativas de pesquisas que apontam que um terço dos brasileiros possuem Facebook, em Rondônia, estado que governa há três anos, Confúcio Moura teria um universo de pouco mais de 2% de admiradores nas redes sociais.

As informação são da Agência Vanguarda de Notícias

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