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Metalúrgica Amazônia vende, não entrega e se recusa a devolver dinheiro

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Empresa não devolve dinheiro e manda clientes "procurar direitos na justiça"
Empresa não devolve dinheiro e manda clientes “procurar direitos na justiça”
A máxima “o cliente sempre tem razão” não pode ser aplicada em centenas de empresas de Rondônia, falta profissionalismo, qualificação no atendimento aos clientes e em alguns casos pura má-fé por parte de alguns empresários. Um desses exemplos é a Metalúrgica Amazônia, situada na Avenida Jorge Teixeira com Tiradentes, em Porto Velho. De acordo com Muryllo Ferry, gerente da empresa A.D. Produções, em 8 de julho deste ano ele esteve na empresa para comprar um portão. Um dos vendedores, identificado como “André” ofereceu um portão que estava em fase final de fabricação, e que poderia ser entregue “no dia seguinte se não quisesse pintura”. Como era uma terça-feira, ficou acordado do portão ser entregue na sexta, “queríamos fazer a instalação no sábado”, explicou Muryllo.

No ato da compra, foi pago a metade do valor do portão (R$ 925,00) e o restante, confirme combinado, seria pago no dia da entrega, ou em espécie ou transferência bancária. Na sexta-feira, após contato telefônico, a empresa comunicou que estaria entregando o portão no fim da tarde, o que não aconteceu, “falamos com eles por telefone e eles diziam que o caminhão estava saindo. Fiquei na empresa até às 19h30min neste dia”, disse Muryllo.

Desde então começaram os problemas. Durante a semana seguinte, com o pedreiro contratado esperando para fixar o portão, e cobrando por isso, representantes da Metalúrgica Amazôniainformavam que “o portão está chegando aí”, o que não aconteceu. Segundo Muryllo, ao final da semana, sem conseguir receber o portão, ele comunicou seu superior, “meu chefe estava viajando e todas as vezes que eu falava com ele, explicava que a empresa ainda não tinha feito a entrega. Na segunda-feira subsequente, após já termos pago pelo menos 3 diárias ao pedreiro, meu chefe informou que não queria mais o portão, queria apenas o dinheiro de volta”. Na semana seguinte o jornalista Alan Alex, proprietário da empresa A.D, recebeu uma ligação do vendendor da Metalúrgica Amazônia, informando que “o portão seria entregue naquele dia”. O jornalista então informou que já havia comunicado a desistência da compra e queria apenas receber o que já fora pago. O vendedor disse então que estaria fazendo a devolução nos próximos dias.

Passados mais de 40 dias, o dinheiro não foi ressarcido e nesta terça-feira, ao se dirigir a Metalúrgica para tentar receber a tal devolução, Alan Alex foi informado que deveria “buscar seus direitos na justiça”.

“O mais interessante é que eu fui pessoalmente na empresa e perguntei se o proprietário estava. Um funcionário disse que ele não se encontrava, tampouco o gerente que teria saído. Ao começar a explicar a situação ao funcionário, um homem que estava na sala ouvindo a história se meteu, pediu para ver o recibo. Eu disse a ele que queria apenas reaver o que foi pago, e não iria cobrar nem o pedreiro, que foi dinheiro perdido. Ele então declarou com arrogância, ‘pois procure seus direitos na justiça’.

Registrar é impossível

Para quem tenta reaver seus “direitos na justiça’ precisa, entre outras, registrar um boletim de ocorrências. Pela internet o sistema simplesmente não funciona e no 2ª DP também não dá, uma fila de espera de pelo menos 4 horas é o tempo que um cidadão leva para conseguir registrar, sem contar que a delegacia fecha ao meio-dia e retorna às 14 horas, “uma total falta de respeito e responsabilidade com o cidadão”, explicou Muryllo Ferry, que tenta fazer o registro.

Empresa alega ter tentado entregar portão

A Metalúrgica Amazônia se defende das acusações. Alega ter tentado entregar o portão, “mas vocês já estavam fechados”, disse o vendedor André, admitindo que o fato, se ocorreu, foi após às 19 horas. Em relação a devolução do dinheiro, a única manifestação da empresa foi a de mandar seus clientes “buscar os direitos na justiça”, demonstrando total falta de respeito, responsabilidade, honestidade e desconhecimento do código de defesa do Consumidor, que estabele em seu artigo 49 que “O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados”.

 

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