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Ministério da Justiça suspende envio de haitianos do Acre para São Paulo

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Segundo a pasta, o transporte só será retomado quando houver um acordo sobre a melhor forma de acolher os imigrantes. Questão provocou mal-estar entre duas gestões petistas

O Ministério da Justiça anunciou na noite desta terça-feira a suspensão do envio de imigrantes haitianos do Acre para a cidade de São Paulo em ônibus financiados pelo governo federal. Segundo a pasta, o transporte dos estrangeiros só será retomado quando houver um acordo entre o governo, o Acre e a prefeitura de São Paulo sobre a melhor forma de acolher os haitianos.

A suspensão acontece no mesmo dia em que a falta de coordenação na questão dos haitianos causou mal-estar entre duas gestões petistas e expôs a precariedade da decisão do governo Dilma Rousseff de conceder vistos humanitários em massa sem ter estrutura para receber os imigrantes.

Na manhã desta terça, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) reclamou por não ter sido avisado sobre os 1.000 imigrantes haitianos que deveriam começar a chegar à capital paulista nos próximos dias – enviados sem aviso prévio pelo governador do Acre Tião Viana (PT). “São Paulo recebe bem seus imigrantes. A única coisa [que pedimos] é uma pequena antecedência para planejar e para conforto dos próprios imigrantes, para que eles não fiquem desassistidos”, disse Haddad.

Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo informou que “sem notificação e prazo para planejamento e mobilização, nem por parte do governo do Acre nem por parte do governo federal, nossa cidade terá dificuldades para receber em sua rede assistencial essa quantidade de pessoas”.

Apesar dos pedidos da prefeitura de São Paulo, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre Nilson Mourão disse não ver necessidade de informar o envio dos imigrantes. “Nosso papel é fazer os imigrantes chegarem ao destino final. Isso [ir a São Paulo] é uma opção deles. Eles não vêm para ficar no Acre, mas para [ir a] outros centros. Muitos também não ficarão em São Paulo, seguirão para outras cidades onde estão seus parentes”, afirmou.

Agencia Brasil

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