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Ministério da Justiça suspende visitas íntimas em presídios federais por morte de agentes penitenciários

PCC teria encomendado assassinatos de agentes e da psicóloga para intimidar agentes

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A morte da psicóloga da Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, Melissa Almeida, foi encomendada pela facção criminosa PCC que atua dentro e fora de presídios brasileiros, concluiu a Polícia Federal. A hipótese já havia sido levantada no dia do crime.

As investigações que se estenderam por seis meses apontam que sete pessoas participaram do crime: quatro estão presas, duas mortas e uma continua foragida.

De acordo com o delegado Marco Smith, o assassinato foi uma vingança e uma forma de tentar intimidar o trabalho dos agentes penitenciários no sistema prisional federal. A ordem para o assassinato da agente foi dada de dentro da Penitenciária de Catanduvas.

“A morte da Melissa foi encomendada pelo PCC e determinada por um alto integrante desta facção. No inquérito, conseguimos determinar quem foram os sete participantes. Ela foi escolhida por entenderem que havia prejudicado esse mandante”, comentou.

Por conta das mortes, o Ministério da Justiça decidiu suspender visitas íntimas nas penitenciárias federais e determinou novas medidas de segurança.

Os indiciados responderão por organização criminosa e homicídio triplamente qualificado.
Concluído na sexta-feira (24), o inquérito aguarda a manifestação do Ministério Público, que deve decidir se pede novas investigações ou se oferece a denúncia à Justiça Federal. Caso a denúncia seja aceita, os acusados devem ir a júri popular.

O crime

Melissa Almeida, de 37 anos, foi assassinada no dia 25 de maio, quando chegava em casa, em um condomínio no Bairro Canadá, em Cascavel. O carro em que ela, o marido e um filho do casal – um bebê de 10 meses – estavam ficou cheio de marcas de tiros de fuzil.

O marido, que é policial civil, chegou a trocar tiros com os criminosos e ficou ferido. Um dos suspeitos também foi morto. Já a criança não foi ferida.

Em 2016, outro agente penitenciário federal também foi assassinado em Cascavel. Alex Belarmino Alex Santos, 36 anos, foi alvo de uma emboscada e acabou executado quando seguia para a Penitenciária de Cascavel.

Segundo a PF, o crime também foi ordenado por uma facção criminosa. Um ano após a morte do agente, a Justiça Federal fez as primeiras audiências para ouvir as testemunhas do caso.

Ainda em 2016, um agente foi morto em Mossoró (RN). A polícia ainda investiga se há relação entre os três crimes.

Com G1

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