Ministro Alexandre Moraes está tão perdido quanto as vítimas nos presídios

Esboço do plano de para resolver a segurança passa longe de ser solução definitiva

Brasília – Enquanto Alexandre Moraes tenta explicar os sucessivos massacres em Manaus e Roraima, PCC, FDN e CV agem. E mais presos devem perder a cabeça nos próximos dias. Literalmente.

Em novembro do ano passado a governadora de Roraima pediu ajuda ao governo federal para tentar evitar o massacre ocorrido na madrugada desta sexta-feira. Não deu certo. No eterno jogo de empurra das autoridades brasileiras, “a responsabilidade é dos estados, e não da União”. Mas a conta quem paga é o brasileiro, independente do Estado.

Após a revelação da negativa, Moraes emitiu a seguinte nota:

“No dia 11 de novembro de 2016, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, recebeu em audiência a governadora de Roraima, Suely Campos, que informou que iria encaminhar ofícios solicitando o envio da Força Nacional para cuidar da administração prisional e equipamentos. Na ocasião, ele explicou à governadora que a Força Nacional não pode atuar dentro dos presídios, assumindo a administração dos estabelecimentos prisionais. A atuação em relação ao sistema prisional poderá ocorrer, explicou o ministro, se houver necessidade de auxiliar em eventual rebelião ou conter eventos subsequentes que gerem insegurança pública.

Na ocasião, foram liberados R$ 13 milhões ao Estado de Roraima para equipamentos e armamentos para o grupo interno que atua nos presídios dos Estados.”

O ministro apresentou na quinta, “um esboço de plano para resolver a segurança pública no Brasil”. Já morreram 89 presos, e o plano não avançou um milímetro.

Falta pouco para essa guerra de facções ganhar às ruas, em Manaus já chegou.

Passou da hora de Temer degolar o ministro. Mas não literalmente, claro.

News Reporter
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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