Modelo holandesa morre após despencar, nua, do 20º andar

A modelo holandesa Ivana Smit, de 19 anos, morreu após despencar da varanda do 20º andar de um prédio em Kuala Lumpur, na Malásia, na última quinta (7). Seu corpo foi achado no 6º andar e estava sem roupa alguma. O caso é cercado de mistério. Ivana tinha ido a uma festa e dali seguiu até o apartamento de um casal amigo. Legistas encontraram indícios de álcool e drogas no corpo da modelo. A polícia não viu “elementos que caracterizam o episódio como criminoso” e está tratando a tragédia como acidente, mas a família de Ivana exige uma investigação detalhada. Desconfia que ela pode ter sido morta e que a apuração policial foi “apressada e suspeita” porque o casal que estava com Ivana é rico e influente na Malásia.

Ivana, modelo de sucesso na Ásia, desfilava para grifes e marcas famosas como a Chanel e era considerada uma das profissionais mais promissoras atuando na Malásia. A holandesa tinha ido para o apartamento de um casal americano amigo dela ao final de uma festa, por volta das 5 horas da manhã.

Quase às 15h do mesmo dia, seu corpo foi achado na varanda do 6º andar do prédio. Ela estava sem roupa, o que deixou a família de Ivana intrigada. A modelo morava com os avós na Malásia. Ivana se mudou para a Malásia quando tinha 13 anos. Em 2014, ficou em segundo lugar no Malásia Supermodel Search, que impulsionou sua carreira na Ásia.

Ela tinha dupla cidadania holandesa e belga, também fazia fotos e viajava a trabalho para a Europa. Foi eleita a modelo revelação em 2016 por um concurso na Bélgica. Fredrik Smit, avô da modelo, que a criou desde os 13 anos no país asiático, deu declarações pleiteando uma “investigação aprofundada”. Ele questionou: “Ela caiu do 20º andar e foi encontrada no 6º. Estava sem sapatos, sem roupa íntimas. Como a polícia da Malásia não viu nada estranho nisso? Pode ter sido empurrada”

Vizinhos ouviram, no horário da queda, “barulhos como gritos, objetos caindo no chão e berros” no apartamento onde estava Ivana Esther Robert Smit, nome completo da modelo.

Modelo foi encontrada nua

Ela chegou a mandar uma selfie do apartamento para o namorado dela. A foto, feita às 7h25 da manhã, foi a última imagem dela antes da queda. Ivana dizia, na mensagem que acompanha a foto, que estava num apartamento de um casal amigo e que tinha voltado de uma festa. Avisou ainda que ia ficar ali mais um pouco antes de ir para casa.

Seu corpo foi localizado pela polícia na quinta (7) às 15 horas. A polícia informa que a queda aconteceu às 10h da manhã.  O pai de Ivana, Marcel Smit, voou para Kuala Lampur. Ele pediu à embaixada da Holanda e à Interpol uma investigação minuciosa do que ocorreu no dia da morte da filha. Marcel declarou: “Como podem ter demorado tanto tempo para alguém avisar sobre a queda de uma pessoa num prédios de mais de 20 andares? Ivana estava bem. Parecia feliz. Não sei quanto a drogas, que ela não costumava usar. Mas era uma adulta e tinha ido a uma festa. Poderia ter bebido”. “Minha filha tinha 1,81 m de altura e a varanda de onde caiou tem uma proteção de 1,20 m. É difícil, mesmo para alguém que tenha bebido e do porte dela, perder o equilíbrio ali”, diz o pai, que acredita que Ivana foi empurrada após uma briga.

Ivana tinha 19 anos

— Ela não era uma pessoas deprimida. Estava bem na carreira de modelo, tinha namorado e uma família e amigos que a amavam. Não tem a menor chance de ser um suicídio. Nem de ter acontecido uma queda acidental. Marcel reclama que a polícia está com muita pressa em concluir o inquérito sobre a morte da modelo, apesar de os vizinhos terem informado sobre o barulho de briga na manhã da quinta, pouco antes a filha desabou do 20º andar.

O tio do modelo, Fred Agenjo, confirma que foram achados sinais de que Ivana consumiu álcool, anfetamina e ecstasy na noite anterior à queda da varanda. “O casal que estava com ela também fez exame de sangue. E foram constatados indícios de anfenamina e ecstasy no sangue deles”, lembrou o tio.

Ela tinha 1,81 de altura

— Há muitas perguntas a serem respondidas sobre o que ocorreu naquele apartamento. As roupas de Ivana foram achadas. Mas seus sapatos e roupas íntimas, ainda não.

O chefe da polícia de Dang Wangi, o comissário Shaharuddin Abdullah, disse que conversou com o casal de americanos que receberam Ivana no apartamento onde moram. Câmeras de segurança mostram que o casal e Ivana chegaram ao local por volta das 5h da manhã, após voltarem de uma balada. “Nos conversamos com eles. O homem disse que foi dormir quando voltaram da festa. A mulher levou o filho de 4 anos para a escola”, disse o chefe de polícia.

“O casal nos disse que o barulho de discussões e objetos caindo foram produzidos pela própria modelo, que usou o telefone enquanto estava sozinha no apartamento e estava muito ‘alta’. Tinha bebido muito”, afirmou o chefe de polícia.

“Tudo leva a crer que ocorreu um acidente, um descuido da modelo, ocasionado pelo uso de droga e álcool”, completou.

O tio e o pai da modelo não concordam: querem saber como e por que o casal só chamou a polícia às 15 hs, cinco horas depois de a garota ter caído do 20º andar. “Não vimos nenhuma imagem de câmera de segurança indicando que uma mulher saiu com seu filho às 7 h da manhã. Essa história de que eles não viram nada é totalmente inacreditável”, reclamou Marcel. O pai teme que o casal, que é milionário e tem influência no país, estaria apressando a conclusão do inquérito policial.

O pai lembra ainda que, quando viu o corpo da filha no necrotério, notou marcas de impressões digitais em volta do pescoço dela. A polícia disse que não sabe como essas marcas não constavam no relatório do exame do legista. A Interpol promete interrogar mais amigos de Ivana, perguntar outros detalhes ao casal e analisar as câmeras de segurança do prédio, além de verificar mensagens do celular e do computador que pertencem aos americanos e analisar o conteúdo do celular de Ivana.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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