Em uma estação de tratamento é realizado todo processo de reutilização de resíduos líquidos e sólidos

“O crime ambiental que se comete hoje no lixão de Porto Velho é abissal”! Exclamou o empresário Henrique de Holanda, da empresa LocMaq, de locação de máquinas e banheiros químicos, que há algum tempo resolveu trabalhar com lixo orgânico e hoje também é local de coleta e destinação de resíduos orgânicos. “A capital ainda não possui um aterro sanitário e, na lixeira municipal, a céu aberto, vão parar cerca de 20 mil toneladas de resíduos de toda natureza por mês, que se transformam em chorume que contamina o lençol freático e produz gás metano, que é nocivo à camada de ozônio, causando danos irreversíveis ao meio ambiente ”, disse.

Henrique já trabalhava com tratamento de esgoto por conta dos banheiros químicos e fossas sépticas de clientes. A partir daí surgiu a oportunidade de trabalhar com o lixo orgânico. Em um terreno no bairro Nacional, onde já existia a estação de tratamento dos resíduos líquidos, ele construiu uma composteira, na qual, ainda de forma tímida, transforma os resíduos sólidos em adubo biofertilizante.

“Todo material sólido recolhido dos pequenos tonéis distribuídos pelas empresas vem para a composteira, na qual se inicia um processo de decomposição que, agregado a outros componentes, em quatro meses transforma todo esse material em composto orgânico para ser utilizado como adubo de excelente qualidade”, falou Henrique.

A comprovação da qualidade desse adubo está nas plantas, na maioria frutíferas, que existem no terreno da estação de tratamento.

O empresário disse que quando conheceu o trabalho do Sebrae, ficou encantado com o comitê de sustentabilidade. “Tive a oportunidade de expor o meu projeto e, através dele, com o auxílio do Sebrae, levar a minha ideia a outras empresas, diminuindo o impacto ambiental que o lixão causa a nossa cidade. Hoje as empresas que trabalham com logística reversa como papel, alumínio, vidro, pilha e baterias estão oferecendo esse serviço e é nesse intuito que a gente está buscando o Sebrae em Rondônia para fazer essa divulgação”, conclui.

Francineide Câmara é analista do Sebrae em Rondônia e afirma que o objetivo é formar parcerias com foco na sustentabilidade. “Precisamos conscientizar a população sobre a destinação correta do lixo doméstico. O Sebrae, pensando no bem comum e promovendo a sustentabilidade, busca parcerias com várias empresas e uma delas é a LocMaq, que nos disponibiliza o adubo utilizado na horta de plantas medicinais, agregando valor aos colaboradores. Ainda estamos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), que irá trabalhar a questão da coleta seletiva do lixo doméstico. Um trabalho ainda tímido, mas necessário para o bem da humanidade. É preciso conscientização e o Sebrae está de portas abertas aos empresários, assim como o Henrique, que pensam no bem comum”, finaliza.

Henrique Holanda é proprietário da LocMaq

Os interessados em adquirir o biofertilizante podem entrar em contato com a empresa LocMaq, que fica na rua João Goulart, 2493 – São Cristovão, Porto Velho.

Para saber mais sobre as ações sobre sustentabilidade do Sebrae em Rondônia e de fomento ao empreendedorismo, acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApp, (69) 98130 5656,

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Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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