Um dos alvos da 48ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira 22, o advogado Rodrigo Tacla Duran divulgou nota afirmando que toda a movimentação financeira de seu escritório “foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos”.

“Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular”, diz trecho da nota. Veja abaixo:

Nota de esclarecimento

1. No dia dia 25 de abril de 2017, após dez pedidos de prorrogação de uma investigação iniciada em 14 de julho de 2015, a Receita Federal encerrou o procedimento de fiscalização contra meu escritório de advocacia sem lavrar auto de infração. Ou seja: toda minha movimentação financeira foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos.

2. Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular.

3. Todos os trabalhos prestados para o Grupo Triunfo foram indevidamente apreendidos em novembro de 2016, durante busca e apreensão ilegal autorizada pelo juiz Sérgio Moro, desrespeitando o sigilo profissional e outras prerrogativas, conforme despacho da presidência da OAB-SP.

4. Sou espanhol, vivo em Madri com minha família, meu endereço é conhecido pelas autoridades espanholas e brasileiras. O juiz Sergio Moro tem meu endereço. A Justiça espanhola negou minha extradição e, no dia 19 de dezembro de 2017, a Receita Federal da Espanha encerrou fiscalização contra mim concluindo que eu não cometi qualquer irregularidade ou delito.

5. Nunca sofri qualquer condenação criminal e tenho colaborado com a Justiça Espanhola e de diversos países. Embora o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, tenha recomendado o envio para a Espanha de supostas provas contra mim em poder do juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determinam acordos e tratados internacionais, até hoje isso não foi feito ao arrepio da lei.

6. Há uma denúncia apresentada por parlamentares junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigação sobre irregularidades ocorridas durante negociações do meu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná em março de 2016, o que torna impedidos tanto os procuradores da Lava Jato, quanto o juiz Sergio Moro, de conduzirem processos e investigações contra mim, uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo meu nome.

Madri, 22 de fevereiro de 2018.

Rodrigo Tacla Duran

Entenda o caso

Em novembro do ano passado, o advogado Rodrigo Tacla Duran prestou depoimento à CPMI da JBS, por videoconferência, onde fez graves acusações contra integrantes da força tarefa da Lava Jato. Entre elas, a de que existiria um “mercado de delações”, feito através de advogados, ligados ao juiz Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público Federal. O depoimento, de pouco mais de três horas, rendeu uma investigação sobre as acusações, que ainda está tramitando. Em função dessa investigação, todos os procedimentos investigatórios contra o advogado foram suspensos.

De acordo com Tacla Duran, até hoje a Lava Jato não encaminhou à Justiça da Espanha, provas de seu envolvimento nas acusações que lhe foram imputadas pela força-tarefa. Nesta quinta-feira, 22, a Lava Jato deflagrou a 48ª fase e as investigações apontam que o escritório de Duran teria recebido R$ 1 milhão do Grupo Triunfo, que segundo o advogado, teria sido declarado. Veja abaixo o depoimento de Tacla Dura, que atualmente vive na Espanha à CPMI da JBS.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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