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Morre B.B. King, lenda do blues

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Considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, músico americano tinha 89 anos

A lenda do blues B.B. King morreu às 21h40m de quinta-feira (1h40m de sexta-feira no horário de Brasília) enquanto dormia, aos 89 anos. O músico americano estava sob cuidados médicos em sua casa em Las Vegas, depois de ter sido internado duas vezes no mês de abril. As internações foram motivadas por complicações da diabetes.

Integrante do Hall da Fama do Rock e considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, King é conhecido por canções como “Every Day I Have the Blues”, “When Love Comes to Town” e “The Thrill is Gone.”

Riley B. King nasceu em 16 de setembro de 1925 em uma plantação na cidade de Itta Bena, no Mississippi. Criado pela avó, começou a tocar guitarra nas ruas, e em 1947 partiu para Memphis, no Tennessee, para tentar fazer carreira na música, com o apoio do primo Bukka White, já presente na cena do blues.

No final dos anos 1940 ele começou a trabalhar no rádio como cantor e DJ. Foi quando assumiu o nome artístico B.B. King, uma abreviação de Blues Boy King, por sua vez uma versão mais simples de Beale Street Blues Boy, a ideia inicial.

Também nesta época ele começou a fazer as primeiras gravações profissionais e conseguiu um hit com “Three O’Clock Blues”. Outros vieram depois: “You Know I Love You”, “Woke Up This Morning”, “Please Love Me”, “When My Heart Beats like a Hammer”, “Whole Lotta Love”, “Sneakin’ Around” e mais.

A partir daí, começou a fazer longas turnês: só em 1956, foram 342 shows. A longevidade transformou King em um dos nomes mais conhecidos do blues para diferentes gerações. Apesar de ter feito uma turnê de despedida em 2006, continuou ativo e em 2013 participou do Festival de Jazz de Nova Orleans.

Misturando o blues tradicional com jazz, swing e pop, criou um estilo único que influenciou artistas como Eric Clapton, George Harrison e Jeff Back. Soube, também, integrar o vozeirão com a precisão na guitarra. “Quando canto, toco em minha mente. No momento em que paro de cantar oralmente, começo a cantar tocando Lucille”, disse, certa vez.

Lucille foi o nome dado a todas as guitarras Gibson que King utilizou desde meados de 1950, quando um show em Twist, Arkansas, terminou em tumulto. Dois homens brigaram na plateia e atearam fogo na casa de shows, que teve de ser evacuada. Do lado de fora, King percebeu que tinha esquecido a guitarra. Se arriscou ao voltar para buscá-la e a batizou com o nome da mulher que causou a briga: Lucille.

Além do Hall da Fama do Rock, ao qual foi introduzido em 1984, King também faz parte do Hall da Fama do Blues desde 1987. Também recebeu um prêmio Grammy pelo conjunto da obra, entre vários outros troféus e distinções.

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