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Morreram mais trabalhadores no setor elétrico nos últimos 6 meses do que em 20 anos

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Em nota emitida pela CNE (Coletivo Nacional dos Eletricitários), os eletricitários informam o repúdio à  a Holding Eletrobras e a classe governistas que chegou ao executivo com ajuda da classe trabalhadora, que se tornou alvo de assédio, perseguição e manobras para desestabilizar a classe.

Segundo o CNE, o Governo Federal através da Eletrobras não tem cumprido sua parte nos acordos coletivos de trabalho, e que o setor elétrico está agonizando e a beira de um colapso após a MP 579. A nota informa ainda que morreram mais trabalhadores do setor elétrico nos últimos 6 meses do que em 20 anos.

Veja abaixo a nota

Vergonha! Resultados da Lei 12.783: Morreram mais trabalhadores no setor elétrico nos últimos 6 meses do que em 20 anos

O Coletivo Nacional dos Eletricitários se reuniu na ultima quinta-feira (05), em Brasília, com a direção do Sistema Eletrobras. A pauta da reunião foi composta dos seguintes itens: Compensação de greve, auxílio alimentação natalino de 2013, anistiados, concurso público e PCR. A reunião serviu também para o CNE lembrar que neste primeiro ano depois da MP 579 (convertida na Lei 12.783/13), os sinais de que o Setor Elétrico Brasileiro está agonizando ficam cada vez mais evidentes.

O sistema está fragilizado e as consequências são terríveis, principalmente para os trabalhadores, pois a partir dessa desestruturação, as empresas passaram a descumprir ainda mais a NR 10. Nos últimos seis meses, houve mais mortes no Setor Elétrico do que nos últimos 20 anos. Isso desconsiderando os terceirizados.

Isso é uma calamidade que precisa acabar. Onde está o Governo eleito com o apoio da classe trabalhadora? Que tipo de empresa estão projetando para os próximos anos? Certamente não é aquela que os sindicatos defendem. A medida renovou as concessões, mas também contribuiu para esse quadro de desestruturação do Setor Elétrico. E pior, está transformando a classe trabalhadora eletricitária em vítima fatal. Oque é lamentável e deplorável! Trabalhadores querem respeito ao seu ACT.

Os trabalhadores da Eletrobras enfrentaram uma das campanhas mais acirradas dos últimos anos, com a realização de greve prolongada, descumprimento de acordos por parte da Holding, perseguição as entidades e a dirigentes sindicais, e para culminar o ACT foi fechado no Tribunal Superior do Trabalho, através de dissídio coletivo. Todas essas dificuldades, impensáveis no Governo Lula, onde havia respeito aos acordos e a categoria, não deixam dúvidas de que o CNE tem que continuar cobrando da Eletrobras o cumprimento de tudo que foi acordado e assinado no TST.

No que diz respeito à compensação da greve de 2012, o CNE cobrou o cumprimento da Ata formulada pelo Tribunal Superior do Trabalho, inclusive o que foi acordado sobre o documento com as distribuidoras. A Eletrobras ficou der dar uma resposta na próxima semana. O CNE foi contundente na sua crítica com relação à postura da direção das distribuidoras, que não acatam os encaminhamentos feitos pela Holding, que por sua vez se faz de desentendida, e não faz nenhum movimento para cobrar o cumprimento das suas determinações, ou seja, é a surrada técnica de se fazer “morto” para não cumprir o seu papel. Mortes disparam no setor elétrico.

Com o intuito de se fazer justiça com os trabalhadores que cumpriram toda uma trajetória profissional dentro da Holding, mas que agora se desligaram através do PDV, o CNE reivindicou a Eletrobras que todos estes companheiros tenham o direito a receber o auxílio alimentação neste final de ano. A direção da Eletrobras ficou de fazer uma consulta jurídica para avaliar essa situação excepcional.

A perda de quadros com grande acúmulo de conhecimento técnico tem preocupado a todos que temem pelo futuro das empresas. O PDV tem impacto direto em funções essenciais. Por isso, o CNE cobrou da direção da Eletrobras a realização de concurso público para suprir a saída destes quadros. De acordo com a direção da Eletrobras haverá concurso, mas somente em áreas pontuais. O CNE e a FNU defendem a realização de um concurso mais amplo, pois em diversas áreas falta mão de obra, que vem sendo suprida com o aumento indiscriminado da terceirização. O CNE alertou que a substituição desses trabalhadores está ocorrendo de forma irresponsável. Muitos deles estão sendo treinados para ser operador do sistema em curso à distância, num curto período de 15 dias, sendo que o ONS recomenda treinamento presencial de 6 meses. Uma vergonha para a maior empresa de energia do continente.

PCR, Mérito e Antiguidade Com relação ao tão falado PCR, o CNE cobrou o pagamento do mérito de 2013 retroativo a maio de 2013, e que no termo de compromisso conste a data de pagamento da antiguidade e do mérito. Sobre esse ponto da pauta foi lembrado que o então Diretor de Administração, Miguel Colassuono, assumiu o compromisso de reavaliar o PCR, já que em 2014 teremos um número menor de trabalhadores no Sistema Eletrobras, é preciso corrigir, por exemplo, o piso salarial que está totalmente defasado. Esse é o momento de cumprir o que foi prometido. Está no nosso ACT a aplicação do mérito para o ano de 2013. Nas empresas as informações são desencontradas, pois algumas não tinham previsão, outras aguardam ordem da holding e algumas empresas se posicionaram igual a holding, ao dizer que seria realizado o SGD nos meses de janeiro e fevereiro de 2014 e pagamento em março de 2014 retroativo a dezembro de 2013. Por fim, foi debatida a situação dos anistiados. O CNE cobrou uma posição da Eletrobras, no sentido de permitir a adesão destes companheiros ao PDV, bem como o retorno as suas empresas de origem.

A FNU vai encaminhar ofício ao MME e ao DEST reforçando esse pleito. O CNE continuará vigilante e cobrando o cumprimento do que foi assinado no TST e os compromissos assumidos com os trabalhadores. Em breve teremos novas reuniões com a direção da Holding para cobrar estes encaminhamentos. Novo diretor de Administração da Eletrobrás começa mal Para a surpresa do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), o novo diretor de Administração da Eletrobras, Sr. Manoel Aguinaldo Guimaraes, não compareceu a reunião do dia 5 de dezembro. O CNE considerou o fato lamentável, até porque para exercer esse cargo, é preciso respeitar os trabalhadores da Eletrobras e as entidades sindicais, que estão presentes nas mesas de negociação durante todo o ano.

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