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Morte de jovem durante aborto rende indiciamento a amiga e técnico de laboratório

Entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2016, vítima fez três procedimentos; ela já tinha dois filhos

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-MS) contra o técnico de laboratório e a amiga da jovem Aline Franco, de 26 anos, que morreu após tentar fazer um aborto clandestino em Porto Murtinho, região sudoeste de Mato Grosso do Sul, em dezembro de 2016.

Segundo a denúncia, a amiga ajudou Aline nos dias 3 e 4 de dezembro a tomar um medicamento abortivo. A automedicação foi feita na casa da denunciada em Porto Murtinho, mas não surtiu o efeito desejado.

Dias depois a amiga procurou o técnico de laboratório, a pedido da jovem grávida de dois meses, e pagou R$ 600 por outro medicamento abortivo. Ela foi orientada sobre a forma de utilização do remédio. A denunciada enviou pelos Correios o medicamento para Campo Grande e passou a orientação. Mais uma vez a vítima não obteve o resultado desejado.

Aline então foi até Porto Murtinho no dia 6 de dezembro e o técnico foi à casa da amiga da gestante para praticar o aborto. Foi aplicada uma sonda de infusão, acompanhada de um frasco de soro e um medicamento ainda não identificado.

De acordo com o delegado Rodrigo Nunes Zanotta, que concluiu o inquérito, o laudo da perícia ainda não foi encerrado.

Durante o procedimento, Aline passou mal e desmaiou. O técnico e a amiga a levaram para o hospital da cidade, mas não informaram ao médico sobre o aborto, disseram que ela havia passado mal, caído e batido a cabeça. Por causa do estado grave, a jovem foi transferida para Santa Casa de Campo Grande, mas morreu quando chegou em Jardim.

Prisão
O técnico de laboratório se entregou à polícia no dia 9 de janeiro por suspeita de ter feito o aborto que resultou na morte da jovem. Ele tinha um mandado de prisão em aberto e ficou detido temporariamente até a apresentação da denúncia do MP. Segundo o delegado, ele já foi liberado.

Em depoimento à polícia, o suspeito que trabalhava em um hospital público da cidade, negou de ter participado do crime. Ele teria dito apenas que foi socorrer a vítima.

Velório
A mãe da vítima, Helemary Fátima dos Reis, disse que o velório da filha foi interrompido pela polícia para que o corpo fosse levado para exame necroscópico depois da suspeita de abordo clandestino. Aline tinha outros dois filhos.

Ainda segundo a família, o velório estava sendo realizado na capital sul-mato-grossense, quando a polícia chegou ao local e determinou que o corpo fosse encaminhado para o Instituo de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). Os resultados dos exames devem apontar a causa da morte.

Com G1

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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