MP-MS pede nova prisão de PRF que matou empresário no trânsito

In Polícia

Para Promotoria, policial induziu juiz ao erro ao falar que estava fardado

A promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani fez um novo pedido de prisão ao policial rodoviário federal Ricardo Hyum Su Moon, que matou o empresário Adriano Correia do Nascimento após uma briga de trânsito, no dia 31 de dezembro de 2016, em Campo Grande. Ela pede que ele seja mantido preso preventivamente e que seja afastada a fixação de fiança.

Moon chegou a ser preso, mas foi solto no dia 1º de fevereiro, atendendo uma determinação do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, que rejeitou uma das denúncias, a de fraude processual, e concedeu a liberdade provisória do réu, com uso de tornozeleira.

O policial disse que usava farda durante a discussão no trânsito. Para o Ministério Público, ao mentir e se apresentar na base da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) vestindo uniforme completo da PRF, incluindo camiseta e colete, o policial modificou “dissimuladamente” a circunstância do crime, inovando “artificiosamente o estado de coisa e de sua própria pessoa, induzindo a erro o juiz, a fim de se beneficiar em eventual processo penal”, o que se caracteriza como fraude processual.

No momento do crime, o policial usava uma camiseta listrada e calça de cor cáqui e que não mostrou a identificação profissional, tornando impossível às vítimas saber que ele se tratava de um policial.

Entenda o caso

O crime aconteceu na avenida Ernesto Presidente Ernesto Geisel, na esquina da Rua 26 de Agosto.

Após uma briga de trânsito, o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon começou a disparar com uma arma de fogo contra a caminhonete de Adriano. Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e o filho, de 17 anos, também estavam na caminhonete, que foi atingida por sete tiros.

Adriano foi atingido em regiões vitais, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Ele morreu no local.

Vítima tinha bebido e usado ecstasy

O empresário Adriano Correia do Nascimento, morto pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyum Su Moon em uma briga de trânsito, no dia 31 de dezembro do ano passado, em Campo Grande, estava sob o efeito de drogas, segundo laudo encaminhado pela Polícia Civil à Justiça.

Conforme o documento, o empresário apresentava níveis elevados de álcool no sangue. Também foi detectada a presença de ecstasy, uma droga sintética produzida em laboratórios, e um medicamento usado no tratamento da depressão e transtornos de ansiedade.

Três projéteis foram retirados do corpo de Adriano Correia do Nascimento. O laudo necroscópico também mostra que a causa da morte foi choque hemorrágico, causado por ferimento de projétil de arma de fogo.

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