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MPDF deflagra operação para investigar distrital Sandra Faraj e irmão

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Sandra e Fadi Faraj são suspeitos dos crimes de corrupção, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e ameaça a testemunhas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas

O Ministério Público do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (27), a operação Heméra para investigar a deputada distrital Sandra Faraj (SD) e seu irmão, Fadi Faraj. Ele é suplente do senador Reguffe e pastor da igreja Ministério da Fé. Além dos Faraj, são investigados servidores comissionados no gabinete de Sandra.

As investigações recaem sobre os crimes de corrupção, falsidade ideológica, uso de documento falso e coação de testemunhas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva – entre os alvos das buscas estão a casa da parlamentar e a igreja Ministério da Fé.

De acordo com o MP, Sandra e Fadi Faraj são suspeitos de fraudar notas fiscais e assinaturas para serem reembolsados com 150 mil reais de verba indenizatória.

O valor teria sido destinado ao pagamento de serviços de publicidade e informática prestados pela empresa Netpub, que argumenta não ter recebido pelos serviços. A distrital e o irmão também são suspeitos de terem ameaçado testemunhas. Heméra na mitologia grega é reconhecida como a deusa da mentira.

Processo na Câmara Legislativa

No dia 20 de março, a Mesa Diretora da Câmara Legislativa encaminhou para a Corregedoria da Casa, a análise do pedido da ONG Adote um Distrital, do dia 24 de fevereiro, decorrente da denúncia do empresário Filipe Nogueira.

Ele trabalhou no gabinete da parlamentar e, ao mesmo tempo, a empresa de sua mulher, a NetPub, prestou serviços para Sandra Faraj. Segundo o empresário, os serviços não foram remunerados, mesmo tendo a deputada recebido verba indenizatória para isso.

De acordo com Nogueira, a verba indenizatória para honrar o contrato chegou a ser liberada pela Câmara Legislativa, mas não chegou ao caixa da empresa. O contrato foi firmado em fevereiro de 2015, e incluía serviços de publicidade, manutenção de site, envio de mensagens e emails para eleitores e confecção de banners, entre outros.

O caso de Sandra teve impacto na gestão da Câmara. O presidente Joe Valle determinou mudanças na concessão da verba indenizatória, proibindo o repasse de dinheiro em espécie. Até então, o recurso era depositado diretamente para o parlamentar, para ressarcimento de despesas relacionadas ao exercício do mandato. Agora, cada um terá uma conta “institucional”, sem direito a saques.
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