MPF denuncia 8 integrantes de organização criminosa que sequestrava parentes de tesoureiros da Caixa
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Justiça Federal instaurou ação penal e determinou a prisão preventiva dos réus. Quadrilha foi desarticulada pela Operação Grajaú

A pedido do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP), a Justiça instaurou ação penal contra oito integrantes de uma organização criminosa que sequestrava parentes de tesoureiros da Caixa Econômica Federal e exigia como resgate dinheiro dos cofres das agências bancárias. Além de receber a denúncia do MPF, o Juízo decretou a prisão preventiva dos réus, que já estavam presos temporariamente em centros de detenção provisória e penitenciárias do estado. A quadrilha foi desarticulada em junho deste ano, com a deflagração da Operação Grajaú pela Polícia Federal.

Os crimes denunciados aconteceram em outubro e novembro de 2016. Nas duas ocasiões, os familiares foram rendidos pela manhã e levados à força mediante ameaça de morte. Uma das vítimas tinha apenas 12 anos de idade. Os criminosos utilizavam armas pesadas, como fuzis, e também explosivos. Os funcionários tinham ordens para retirar todo o dinheiro do cofre das agências e entregá-lo aos sequestradores. Nos dois episódios, as vítimas foram libertadas.

Organização – A quadrilha atuava com estrutura permanente e divisão de tarefas. Alguns dos criminosos eram responsáveis por identificar alvos para os crimes e acompanhar a rotina das vítimas, enquanto outros executavam as ações violentas visando à obtenção do dinheiro. Durante os sequestros, os integrantes da organização se dividiam entre os que cuidavam do rapto e cativeiro dos sequestrados, os que negociavam com os tesoureiros por telefone e ainda aqueles que atuavam como olheiros na porta das agências bancárias para monitorar a presença da polícia.

Além dos crimes citados na denúncia, os infratores também são investigados por outros delitos, que incluem o sequestro de familiares de funcionário da Caixa em 2015, a tentativa de arrombamento de um banco e outras extorsões mediante sequestro, cometidos em 2017. Eles também são suspeitos de participarem de assaltos e de utilizarem explosivos para furtarem caixas eletrônicos.

Crimes – O MPF pede a condenação dos infratores pelo crime de extorsão mediante sequestro, previsto no art. 159, §1º, do Código Penal, cujas penas podem variar entre 12 e 20 anos de prisão. A denúncia também requer que os oito sejam condenados por integrarem organização criminosa, conforme previsto no art. 2º, §2º, da Lei 12.850/13. As penas para esta prática variam entre três e oito anos de reclusão, aumentadas até a metade quando há emprego de arma de fogo.

Os números dos processos são 0000269-08.2017.4.03.6181 e 0012923-61.2016.4.03.6181.
Para consultar a tramitação, acesse o site da Justiça Federal.

MPF/SP

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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